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Os artigos e fotos veiculados neste blog podem ser utilizados pelos interessados, desde que citada a fonte: GÖLLER, Lisete. [inclua o título da postagem], Mil e Um Horizontes (https://mileumhorizontes.blogspot.com.br/), nos termos da Lei n.º 9.610/98.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

África do Sul - Johannesburg

 

Praça Nelson Mandela em Johannesburg – Foto: Fernanda Göller

Capital da província de Gauteng, a mais rica do país, Johannesburg é considerada a maior cidade da África do Sul, com uma população estimada de 8 milhões de habitantes. Localiza-se no planalto oriental do país, contribuindo com as nascentes dos dois maiores rios: o Limpopo e o Orange. Com seus parques e jardins, a cidade é considerada uma das mais ‘verdes’ do mundo. Este equilíbrio é necessário, pois a área construída, com filas intermináveis de arranha-céus, impõe esse ‘respirar’ tão necessário à vida de seus habitantes.


Cartaz informativo sobre as características dos diamantes brancos – Foto: Lisete Göller

Johannesburg distingue-se principalmente pelo comércio de diamantes e do ouro, este descoberto no ano de 1886, que possibilitou o desenvolvimento intenso da cidade. Mas a outra face do progresso revelou o seu preço, encontrada em seus subúrbios, nos assentamentos de trabalhadores africanos negros, que trabalhavam na indústria de mineração, os quais não podiam frequentar os mesmos lugares que os brancos. A segregação racial resultou no chamado ‘apartheid’, que convulsionou o país e deixou marcas profundas na história da cidade e do país. O bairro do Soweto é a comunidade que mais simboliza o poder da resistência na cidade de Johannesburg.


O dia amanhecendo nos céus de Johannesburg – Foto: Fernanda Göller


O Aeroporto Internacional Oliver Tambo em Johannesburg – Foto: Lisete Göller

A nossa chegada ao país foi feita através do Aeroporto Internacional Oliver Tambo, com o voo realizado pela South African Airways, que teve a duração de cerca de 8 horas. A clássica preferência por este começo na África do Sul é explicada pela proximidade geográfica com a região do Kruger, prevista nos roteiros onde se incluem os safáris. Na praça próxima ao aeroporto, encontramos a estátua de Nelson Mandela, a nos dar as boas-vindas.


Na Nelson Mandela Square, bem próxima ao aeroporto, há uma grande estátua de Mandela – Foto: Lisete Göller

Conhecemos brevemente a cidade, pois antes foi necessário driblar o cansaço do voo de chegada, para tentar aproveitar pelo menos um pouco dessa importante cidade, antes de pegar a estrada no dia seguinte.


Biblioteca no bairro de Sandton na Praça Nelson Mandela – Foto: Lisete Göller

Inicialmente, optamos por conhecer a Praça Nelson Mandela, no distrito financeiro de Sandton, junto ao Shopping Sandton City. Nela estão expostas inúmeras estátuas, além de fontes de água iluminadas durante o dia e à noite. Ao longo da praça, encontramos bons retaurantes, cafeterias e lojas.


Foto: Lisete Göller


Foto: Lisete Göller


Foto: Lisete Göller


Foto: Lisete Göller


Foto: Fernanda Göller


Foto: Lisete Göller

Na praça há um monumento de Mandela, uma estátua de bronze, com 6 metros de altura. Foi esculpida por Kobus Hattingh e Jacob Maponyane, sendo inaugurada em 31/03/2004.


A estátua de Mandela, numa postura de dança, que remete à alegria do povo da África do Sul, é o ponto focal da área da praça –  Foto: Lisete Göller


Uma interessante estátua representando um casal, junto à porta principal do Shopping Sandton City – Foto: Lisete Göller

O maior shopping da África, o Sandton City, além das lojas, possui vários restaurantes, cafés, hotéis e, conforme a época, torna-se espaço de eventos culturais e feiras de antiguidades.


Entrada do Shopping Sandton City – Foto: Lisete Göller
 
No shopping encontramos galerias de arte – Foto: Lisete Göller

Estátua junto à entrada de um restaurante – Foto: Lisete Göller


Uma bela obra de arte formada por mãos que unem suas forças em torno de um objetivo – Foto: Lisete Göller


Uma das lojas incríveis de um refinado artesanato africano – Foto: Lisete Göller


Peças de artesanato típicas da África do Sul – Foto: Lisete Göller


O Checkers Hyper, localizado no piso térreo, é um hipermercado, com padaria, açougue, adega, cafeteria e uma infinidade de produtos; na foto, queijos de diversos países do mundo – Foto: Lisete Göller


Detalhe da padaria, que ofecece mil-e-um tipos de pães e doces – Foto: Lisete Göller


Almoço no restaurante Tashas Mandela Square – Foto: Lisete Göller


Um dos pratos do cardápio do restaurante, com carne de porco e maçãs – Foto: Lisete Göller


Rooibos Ice Tea é uma bebida refrescante, rica em antioxidantes, típica da África do Sul – Foto: Lisete Göller

A nossa estadia em Johannesburg foi no The Indaba Hotel Conference Centre & SPA. No dia seguinte, seguimos para Mepumalanga, com destino ao Kruger Park. Antes, fizemos uma parada para lanche e café em Middelburg, no chamado Alzu Petroport, onde apreciamos alguns exemplares de animais africanos no parque ali existente. No local, além de produtos alimentícios e bebidas, havia venda de artesanato, produtos em couro, entre outros produtos.


Informações sobre os animais encontrados na região de Middelburg – Foto: Lisete Göller

Grupo de Elandes, antílopes que habitam florestas abertas e savanas – Foto: Lisete Göller


Manada de búfalos africanos em uma área protegida do parque – Foto: Lisete Göller


Um simpático elefantinho dava as boas-vindas no Hotel Indaba – Foto: Fernanda Göller

Outras atrações de Johannesburg, como o Museu do Apartheid e a Mandela House, por demandarem maior tempo de deslocamento e de visita, ficaram para outra oportunidade. Além disso, chegamos num feriado nacional conhecido como o Dia da Juventude. Por esta razão, nem todos os locais estariam abertos nesta data.




domingo, 12 de julho de 2026

África do Sul - Mepumalanga - Parque Kruger

 

Vista magnífica do Blyde River Canion, com suas formações rochosas

Partimos de Johannesburg para a nossa próxima estadia, nas acomodações existentes perto do Parque Kruger. Seguimos o rumo de Mepumalanga, uma província na região nordeste da África do Sul, cuja capital é Mabombela, situada no vale do Rio Crocodilo. Mepumalanga significa ‘lugar onde nasce o sol’, na língua zulu. A região é conhecida por suas belezas naturais e pelos safáris nela realizados. Na rota panorâmica, observamos as maravilhas oferecidas pela África, como as formações rochosas, além de diversas cachoeiras. Vimos, às margens da estrada, antigas minas de ouro outrora exploradas. Os principais enfoques da região são o Blyde River Canion, a Janela de Deus e o Parque Nacional Kruger, que está inserido, em parte, do território de Mepumalanga.


Na placa lê-se as informações sobre a atração dos Three Rondawels – Foto: Lisete Göller

No trajeto paramos para apreciar os Three Rondawels, denominação no africâner, que são os 3 montes arredondados que capturam o olhar dos turistas, ao longo do percurso sinuoso do Rio Blyde.


Os montes Three Rondawels – Foto: Lisete Göller


Os Three Rondawels acompanham o trajeto do Rio Blyde – Foto: Lisete Göller


Cenário maravilhoso às primeiras horas da manhã – Foto: Lisete Göller

Chegamos ao Canion do River Blyde (Rio Alegre), que nasce nas terras altas de Hartebeesvlakte, a 2000 metros de altura.


Vista belíssima do Canion do Rio Blyde, no mirante da chamada Janela de Deus (ao fundo), envolta quase sempre numa névoa sobrenatural, como uma janela que se abre para outra dimensão – Foto: Lisete Göller


O Rio Blyde em seu percurso sinuoso – Foto: Lisete Göller


O Blyde deságua no Rio Olifants, localizado na mesma província de Mepumalanga – Foto: Lisete Göller


A Reserva Natural do Canion do Rio Blyde o protege, assim como outros rios e formações geológicas – Foto: Lisete Göller

Do alto de uma das pontes, observamos que este é margeado por formações rochosas de beleza ímpar, cuja apoteose são as denominadas Bourke's Luck Potholes (Buracos da Sorte de Bourke).


A longa caminhada até os Buracos da Sorte de Bourke – Foto: Lisete Göller

As pontes curvas, que vemos ao longo do canion, parecem acompanhar a sinuosidade das rochas, sem interferir no contexto da paisagem. Mais adiante, as diversas cachoeiras que se formam revelam outro atrativo, representando o dinamismo do rio ao longo de seu curso. Até que chegamos aos ‘buracos da sorte’, onde se jogam moedinhas para se ter sorte!


Pontes ao longo do trajeto do canion


Os famosos Buracos da Sorte! – Foto: Fernanda Göller


O Rio Treur se une ao Blyde na área dos Buracos da Sorte de Bourke – Foto: Fernanda Göller


As cachoeiras são atrações imperdíveis – Foto: Fernanda Göller


Imagens inesquecíveis vistas neste passeio! – Foto: Fernanda Göller

Ao final da tarde, chegamos ao Anew Resort White River, em Mamombela, para a acomodação, confortável e com boa estrutura. A viagem foi programada dentro da época de seca, isto é, fora do período chuvoso, que poderia até mesmo invalidar o passeio. No período seco, também é mais fácil avistar os animais do parque.


Vista de uma das alas com seus apartamentos e estacionamento – Foto: Lisete Göller


Pausa para conhecer a cerveja africana Savanna, na varanda do apartamento – Foto: Lisete Göller


Tempo para admirar a paisagem ao redor do resort – Foto: Lisete Göller


Na manhã seguinte, pelas 5h da manhã, tivemos um café da manhã bem simples, pois o restaurante não funcionava neste horário, porém, durante o trajeto ao parque, foi oferecido um Lunch Box para cada pessoa – Foto: Fernanda Göller


O traslado até a entrada do parque foi feito por veículos 4X4, para dar início ao safári fotográfico 

O Parque Kruger é um dos mais famosos do mundo, com quase um século de existência dentro dos moldes atuais. Há centenas de espécies de pássaros, na maioria desconhecidos para nós, outras dezenas de anfíbios, répteis e peixes. Há 147 espécies de mamíferos. Fomos ao esperado encontro com os ‘Big Five’: leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo, porém o leão não ‘compareceu’ durante o trajeto e os rinocerontes são uma raridade de serem vistos, pois a caça predatória acabou com a grande maioria da espécie. No parque, os animais vivem da mesma maneira que a vida selvagem, sem interferência do homem, sob qualquer circunstância.


Alguns dos animais avistados: 1) Javali possui cabeça grande, verrugas na cara e presas afiadas; 2) Girafa com manchas arredondadas ou manchadas; 3) Hiena Malhada, o maior carnívoro de clã da região do Kruger; 4) Elefante Africano, o maior e mais pesado dos elefantes da África; um dos Big Five; 5) Zebra, herbívoro que habita as savanas; 6) Kudu ou Cudo, um grande antílope africano, com longos chifres espiralados (na foto vê-se uma fêmea); 7) Búfalo Africano, bovino nativo da África, grande e pesado; são muito perigosos e as manadas são controladas por fêmeas; um dos Big Five; 8) Impala, antílope que habita as savanas africanas (na foto vê-se uma fêmea); 9) Hipopótamo Africano, grande mamífero territorial e por isso perigoso, dizem ser o que mais mata no continente africano; alguns deles nas águas do rio; 10) Martim-Pescador Africano especialista em pesca aquática; 11) Bushuck, antílope de médio porte em áreas de mata e savana da África do Sul; 12) Elande é o maior antílope do mundo, que habita savanas e pradarias da África do Sul; 13) Leopardo é o maior felino pintado da África do Sul, difícil de ser encontrado e fotografado, mas o grupo teve muita sorte; um dos Big Five! – Fotos: Fernanda Göller


Céu da manhã do adeus de Mepumalanga – África do Sul – Foto: Lisete Göller

No dia seguinte, tomamos o rumo de nosso próximo destino: a cidade de Pretória.