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| Cape Town vista através de um mosaico de recordações |
ÁFRICA DO SUL
A República da África do Sul localiza-se
no sul da África, entre os Oceanos Atlântico e Índico. É um país que se destaca
pela biodiversidade e pelo mosaico formado pelas diversas culturas, línguas e
religiões. Adota 11 línguas oficiais, porém a mais falada é o inglês
sul-africano usada na vida oficial e comercial do país. Embora seja uma
república parlamentarista, adota uma forma diferente desta, pois os cargos de chefes
de estado e de governo estão mesclados em um único presidente, o qual é dependente
do parlamento. Com relação à história do país, o primeiro contato europeu foi
com os portugueses, no Século XV, através do explorador Bartolomeu Dias, que
circundou o Cabo das Tormentas, mais tarde chamado de Cabo da Boa Esperança. Em
tempos não muito distantes, não se pode esquecer de mencionar o ‘apartheid’, o
regime de segregação racial, que foi implementado em 1948, pelo
primeiro-ministro Daniel François Malan, até o ano de 1994, que causou muitos
conflitos. Por último, é interessante frisar que o país possui 3 capitais:
Pretória (executiva), Cidade do Cabo (legislativa) e Bloemfontein (judiciária).
CAPE TOWN - CIDADE DO CABO
A cidade é o centro do poder legislativo
do país, sendo sede do Parlamento Nacional. Localiza-se na baía da Table
Mountain, uma extensa montanha rochosa, privilegiada pela beleza de seu porto
natural, que fez dela um importante destino turístico. No começo de sua
história, foi utilizada pela Companhia Holandesa das Índias Orientais, como
ponto de abastecimento, antes de os navios navegarem em direção ao oriente. Assim
sendo, a cidade teve seu início, quando foi estabelecido o primeiro
assentamento europeu permanente na África do Sul, que veio a a transformá-la num
polo economico e cultural com a criação da chamada ‘Colônia do Cabo’. Essa condição
existiu desde a sua fundação por Jan van Riebeeck em 1652, até o ano de 1806,
quando foi ocupada pelos britânicos. A plena emancipação do Reino Unido só
ocorreu efetivamente em 31/05/1961, quando se tornou uma república.
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| Vista parcial de Cape Town do alto da Table Mountain – Foto: Fernanda Göller |
Saímos da cidade de Pretória, onde
pegamos o voo para a Cidade do Cabo, através do Aeroporto de Johannesburg. Hospedamo-nos
no Fountains Hotel, localizado no centro financeiro da cidade (City Bowl), de
onde podem ser alcançadas facilmente as atrações dos demais bairros. No dia
seguinte, visitamos a cidade a partir do centro.
BAIRRO CENTRO
Na região central, encontra-se a
Prefeitura, na Grand Parade, a principal praça pública da cidade. O edifício
histórico, no estilo eduardiano, inaugurado no ano de 1905, funciona apenas
para eventos culturais e cívicos. É onde se encontra o famoso balcão de onde
Nelson Mandela discursou em 1990.
| O Prédio Histórico da Prefeitura de Cape Town – Foto: Lisete Göller |
| Balcão com a estátua de Nelson Mandela, local preferido para as fotos dos turistas – Foto: Lisete Göller |
O Slave Lodge é um dos edifícios mais antigos da Cidade do Cabo. É um museu que tem como tema central "das injustiças aos direitos humanos". As exposições, no piso térreo, exploram a longa história da escravidão na África do Sul e, por meio das exposições temporárias e rotativas, abordam questões focadas na conscientização sobre os direitos humanos. As galerias superiores apresentam exposições de outros países, que apresentam peças de cerâmica e prataria.
O Museu Histórico Slave Lodge preserva a história da escravidão na África do Sul, a fim de conscientizar o público sobre os direitos humanos – Foto: Lisete Göller
Supresa: o Homem-Aranha fazendo uma performance no prédio da empresa ‘The Box’ em Cape Town – Foto: Lisete Göller O Cape Town International Convention Centre representa a meca do turismo de negócios da cidade, tendo à frente a escultura ‘Olduvai’ do artista Gavin Younge – Foto: Lisete Göller
BAIRRO DE BO-KAAP
Percorremos algumas ruas do famoso bairro de ‘Bo-Kaap’, o bairro mais antigo da cidade, com casas muito coloridas e ruas de paralelepípedos. É também o centro da comunidade muçulmana. O bairro preserva as tradições culturais e religiosas dos descendentes de escravos dos colonizadores holandeses. Assim sendo, combina heranças da África, do Sudeste Asiático e dos Países Baixos.
| Uma paradinha na revenda de carros de luxo Laude Classic Cars: o esportivo Nissan GT-R, ano 2000, pela ‘bagatela’ de 2.500.000 Rands sul-africanos (menos de 800 mil Reais)! – Foto: Lisete Göller |
PRAIAS ATLÂNTICAS
No bairro das ‘Praias Atlânticas’, percorremos as orlas de Sea Point, Green Point e Camps Bay.
| Percorrendo a orla de Sea Point – Foto: Lisete Göller |
| A praia do Green Point é onde se encontra o Estádio da Cidade do Cabo (ao fundo, e ao centro), entre a Table Mountain e o Oceano Atlântico – Foto: Lisete Göller |
Camps Bay é uma das praias mais famosas da África do Sul, porém com águas geladas durante o ano inteiro. A vista das montanhas dos Doze Apóstolos, que se estende por 7 km, é uma explêndida moldura na paisagem.

Fernanda tendo ao fundo a badalada praia de Camps Bay, emoldurada pela cordilheira dos Doze Apóstolos – Foto: Lisete Göller
BAIRROS DO SUL
Nos subúrbios do Sul (Southern Suburbs): Hout Bay e regiões mais arborizadas, como Constantia (conhecida por seus vinhos tradicionais) e Kirstenbosch (onde fica o Jardim Botânico, que não foi visitado).
A vinícola produz vinhos brancos, como o Sauvignon Blanc e o Chardonnay, tintos como Shiraz, Merlot, Cabernet Sauvignon e o Pinotage, sendo este um cruzamento entre as uvas Pinot Noir e Cinsault, que foi criado na África do Sul. O Pinotage tem maturação de cerca de 16 meses em barris novos de carvalho francês. Possui aroma de frutas vermelhas, especiarias e chocolate.
O prédio histórico da Mansão Groot Constantia na arquitetura neerlandesa (holandesa) – Foto: Lisete Göller A Adega Cloete é a adega principal da propriedade; detalhe do belo frontão executado pelo escultor alemão Anton Anreith – Foto: Lisete Göller Prédio externo da propriedade, onde atualmente funciona o Jonkershuis Restaurant – Foto: Lisete Göller Portão que leva aos vinhedos – Foto: Lisete Göller Vista parcial dos vinhedos da Groot Constantia – Foto: Lisete Göller 
Almoço no Blockhouse Kitchen, um dos dois restaurantes da vinícola – Fotos: Lisete & Fernanda Göller 
Hora da degustação!
TABLE MOUNTAIN
Nossa próxima atividade foi subir no
alto da Table Mountain, através dos teleféricos, que giram internamente, para
que os turistas tenham uma experiência do trajeto em 360 graus. A Table
Mountain chega a ser um símbolo da cidade e, possivelmente, do próprio país.
Dizem ser o Pão de Açúcar da Cidade do Cabo. É uma imensa montanha com 3 km de
extensão e mais de 1.000 m de altura, que se estende na forma de uma mesa
mineral, um platô, alinhada ao horizonte. No alto, há café, restaurante e
lojinha de souvenieres. Funciona das 8h 30min às 19h. Ingressos no local ou
pela Internet.
No caminho até o local de embarque, uma bela visão do Pico Cabeça de Leão! – Foto: Lisete Göller 
O trajeto de ida ao Table Mountain utilizando o teleférico, desde a compra de ingressos à chegada ao topo – Fotos: Lisete Göller
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| Vista de Cape Town do alto da Table Mountain sob diversos ângulos e o trajeto de volta à estação do teleférico – Fotos: Lisete & Fernanda Göller |
| Uma parada para apreciar as belíssimas copas das árvores africanas que se projetam para o alto – Foto: Lisete Göller |
WATERFRONT
Uma visita à Waterfront não poderia faltar no roteiro. Trata-se da área portuária de Cape Town, revitalizada com lojas, restaurantes, música ao vivo e uma vista incrível da Table Mountain. Pode-se fazer até mesmo um rápido passeio de barco.

Vista do porto de Cape Town ao final do outono – Foto: Lisete Göller 
Outro ângulo do Porto de Cape Town – Foto: Lisete Göller
| Cais visto do Aquarium Two Oceans – Foto: Lisete Göller |
| Escadas coloridas em Waterfront – Foto: Lisete Göller |
| Apresentação de sul-africanos durante o passeio – Foto: Lisete Göller |
O Victoria Wharf Shopping Centre oferece
uma variedade de lojas de marcas nacionais e internacionais, restaurantes e
cafés. Está aberto das 9h às 21h.
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| Uma das entradas de acesso ao Victoria Wharf Shopping Centre e detalhes do interior – Foto: Lisete Göller |
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| Mapa da África realizado de maneira magistral na entrada da loja de artesanato sul-africano (esq.), além de belíssimas peças existentes em seu interior – Foto: Lisete Göller |
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| Jóias e África do Sul têm tudo a ver! – Fotos: Lisete Göller |
PENÍNSULA DO CABO E CABO DA BOA
ESPERANÇA
Num domingo, fizemos um passeio pela Península do Cabo, com destino ao Cabo da Boa Esperança. Percorremos a Chapman’s Peak Drive, uma estrada belíssima, serpenteando junto às altas falésias de um lado e, com vista magnífica do Oceano Atlântico, de outro lado. Situa-se entre Hout Bay e Noordhoeck (cidade litorânea a 35 km ao sul de Cape Town).

Chapman’s Peak Drive – Fotos: Julio Cerchiano Júnior
No cais do porto da Hout Bay, localizada a 20 km ao sul de Cape Town, partimos para conhecer a Duiker Island, ou Ilha das Focas, que se situa a 6 km ao norte da False Bay.

Vista belíssima da Ilha das Focas – Foto: Fernanda Göller
De volta ao porto de Haut Bay, seguimos pela estrada até a colônia de pinguins africanos na Boulders Beach ou Praia dos Pinguins.

Fernanda na Praia dos Pinguins – Foto: Lisete Göller 
Chegada à Praia dos Pinguins, lojinha e almoço no Seaforth Restaurant – Fotos: Lisete Göller 
Os protagonistas da Praia dos Pinguins! – Fotos: Lisete Göller
Seguimos viagem até o Cabo da Boa
Esperança, situado no Parque Nacional da Pensínsula do Cabo, sendo este o lugar
onde os oceanos Pacífico e Índico se encontram. A paisagem é realmente
deslumbrante, destacando-se pelas falésias, escaladas eternamente pelas ondas
do mar. Historicamente, o cabo teve importância relevante para os marinheiros
que o contornavam. Descoberto pelo navegador português Bartolomeu Dias, após
dias de violentas tempestades, foi-lhe dado o nome de Cabo das Tormentas, mas passou
a ser chamado de Cabo da Esperança, após compreenderem que, a partir dali,
chegariam à tão esperada Índia.
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| Marcando presença na placa que identifica a chegada ao Cabo da Boa Esperança, local onde as filas são uma constante... |
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| Fernanda conseguiu uma foto sozinha! |
| Onde o Oceano Atlântico e o Oceano Índico se encontram – Foto: Lisete Göller |
| O amarelo dos líquens nas pedras dá um toque especial à paisagem marítima – Foto: Lisete Göller |
| Num dia de vento ameno e mar tranquilo – Foto: Lisete Göller |
| Um pit-stop no Cape Point Table Mountain National Park – Foto: Lisete Göller |
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| Parada obrigatória na estrada: três babuínos no acostamento haviam cruzado o nosso veículo – Foto: Lisete Göller |
AQUARIO DE CAPE TOWN
O Two Oceans Aquarium revela a vida aquática dos dois oceanos: o Atlântico, com águas geladas, e o Índico, com águas quentes e tropicais. A África do Sul se localiza entre esses dois oceanos. Além disso, a oeste circula a Corrente de Benguela, cujas águas são frias e não muito rápidas, as quais são implulsionadas pelos ventos alísios. Nessas condições, as águas são ricas em nutrientes, com um número de espécies não tão diversificado, mas com uma grande quantidade de peixes, o que resulta na pesca em larga escala comercial. A leste, circula a Corrente das Agulhas, que é quente e rápida, vinda dos trópicos. Isso vai repercutir num maior número de espécies, ou seja, na biodiversidade, mas o número de peixes é menor do que do lado oeste, resultando na pesca comercial em menor escala. O Aquarium localiza-se no Victoria & Alfred Waterfront na Cidade do Cabo, com horário de funcionamento das 9h 30min às 18h.
A DESPEDIDA
Hora de voltar ao Brasil, através do Aeroporto Internacional da Cidade do Cabo, pela South African. Sobrevoamos a False Bay, cruzamos a Península do Cabo, para iniciarmos a travessia pelo Oceano Atlântico. É tempo também de fazer um balanço da viagem. Em poucos dias, conhecemos as cidades mais importantes, visitamos o Parque Kruger, para realizar o esperado safari fotográfico, experimentamos os vinhos da vinícola mais antiga do país, além de admirarmos as suas maravilhas naturais, que revelaram múltiplas faces em temos de beleza e riqueza de espécies animais, como em nenhum outro lugar do planeta. A acolhida das pessoas foi outro diferencial, o que nos deixou muito à vontade. Viajar para este continente foi algo fantástico!

Partindo da África do Sul numa tarde ensolarada, com destino ao Brasil

















