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Os artigos e fotos veiculados neste blog podem ser utilizados pelos interessados, desde que citada a fonte: GÖLLER, Lisete. [inclua o título da postagem], Mil e Um Horizontes (https://mileumhorizontes.blogspot.com.br/), nos termos da Lei n.º 9.610/98.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Áustria - Viena


O Palácio Belvedere em Viena

A capital e a maior cidade da Áustria é sede de várias organizações internacionais, como a ONU (uma das quatro sedes). É também uma das cidades mais ricas do mundo, com uma das melhores qualidades de vida do planeta.


Viena situa-se às margens do Rio Danúbio

A movimentada Viena, tendo ao fundo a Igreja Stephansdom, com seu telhado de mosaicos coloridos

A nossa visita a Viena começou pela Avenida Ringstrasse, nome este que virou estilo entre os anos de 1860 e 1900. Trata-se de uma via circular que circunda o centro de Viena. O traçado remete à antiga muralha que existia em torno da cidade. De ambos os lados da avenida, existem obras arquitetônicas muito significativas, que se tornaram um importante atrativo na capital.


A Ópera de Viena

A Ópera de Viena, um dos teatros de ópera mais importantes do mundo, é um edifício neorrenascentista, construído entre os anos de 1861 e 1869, cujos arquitetos morreram antes de haverem concluído a obra. Na inauguração foi apresentada a ópera de Mozart chamada Don Giovanni. Durante a Segunda Grande Guerra, o prédio sofreu com os bombardeios aéreos que trouxeram grandes danos, mas somente após o conflito é que foi possível começar os trabalhos de restauração, com acréscimos de melhorias e modernizações. A Staatsoper, a casa de ópera, realiza anualmente um baile para os membros da realeza europeia, artistas e celebridades. A casa é sede da Orquestra Sinfônica de Viena, e nela são apresentados óperas e balés de alto nível, sendo estes espetáculos muito concorridos pelo público.


O Museu de Viena é um dos mais importantes da Capital e do País

O edifício de exposições da Secessão de Viena, que foi um movimento de artistas austríacos, liderados por Gustav Klim

A Galeria Albertina é um museu de arte, que apresenta uma das mais importantes coleções de artes gráficas do mundo

O Palácio de Hofburg


O Palácio de Hofburg, localizado na cidade antiga e às margens do Rio Danúbio, é a residência do Presidente da República da Áustria, assim como o foi para a maioria da realeza austríaca, como os Habsburgos e os imperadores da Áustria e da Áustria-Hungria. Compõe-se de vários edifícios, entre eles os gabinetes da presidência, a Biblioteca Nacional da Áustria, a Escola Espanhola de Equitação, famosa pelas apresentações de balé equestre, a capela Burgkapelle, o teatro nacional, os museus e os salões imperiais. Nos kaiserappartements, podem ser visitadas as salas oficiais dos imperadores Francisco José I e Elisabeth (Sissi), assim como o Museu Sissi. No Schatzkammer estão as joias da coroa, além de outros belos tesouros. 


O prédio do Parlamento

O prédio da Rathaus ou Prefeitura de Viena

Em frente ao Palácio Belvedere

O Palácio Belvedere, construído no estilo barroco em 1716, forma um complexo palaciano dividido em inferior e superior, interligados por um grande jardim. Abriga um museu de arte, que realiza diversas exposições permanentes e temporárias, estas últimas realizadas no Belvedere inferior. No Belvedere superior, que é o mais visitado, estão expostas obras de grandes artistas, com destaque ao pintor austríaco Klimt, com a maior coleção de seus trabalhos, especialmente o famoso quadro chamado O Beijo.


O Jardim Alpino do Palácio Belvedere

Os jardins são muito bonitos e conferem uma maior amplitude ao palácio, adornado com estátuas, lagos e fontes. 


A Universidade de Viena

A Universidade de Viena foi fundada no ano de 1365, pelo Duque Rodolfo IV, sendo uma das mais antigas do mundo. Abrange diversos cursos, porém houve uma separação do curso Medicina, que se constitui numa entidade independente.


O Palácio de Schönbrunn é um dos locais mais visitados de Viena

O Palácio de Schönbrunn, o Palácio Versalhes de Viena, foi construído no estilo barroco no Século XVII, para residência dos Habsburgos. Alguns aposentos podem ser visitados, como os do imperador Francisco José e da imperatriz Sissi. Os jardins são muito bonitos, principalmente na primavera e no verão, quando a vegetação e as flores estão em pleno esplendor. As fontes, estátuas e edificações destacam-se na paisagem, como a Fonte de Netuno, as Ruínas Romanas, o Obelisco, o Monumento Gloriette, com sua estrutura de arcos, abriga o Café Gloriette, onde podemos saborear as bebidas e doces tipicamente austríacos. Nos jardins encontramos a Palmenhaus, uma estufa que abriga plantas de várias partes do mundo e o Jardim Japonês, perto dali, que também vale dar uma conferida.


A roda gigante mais antiga do mundo situa-se em Viena

O Prater é um imenso parque, com grandes árvores ao longo de uma extensa avenida com lindos jardins. Nele há um parque de diversões, onde encontramos a roda gigante mais antiga do mundo, a Riesenrad, com os vagões em madeira, além de outras atrações. No parque há uma Madame Tussauds na versão vienense.


O Café do Hotel Sacher

Os cafés de Viena são lendários, e neles são servidas tortas especiais reconhecidas mundialmente. Fomos, então, conhecer o requintado Café do Hotel Sacher, primeiramente para almoçar e, depois, tomamos um café acompanhado da famosa Sachertorte mit Schlagobers!


Sacher Tafelspitsulz mit Vogersalat und Kürbiskernpesto

Sachertorte mit Schlagobers

Assistimos a um concerto do Wiener Residenzorchester Konzert, numa das salas do Palais Auersperg, construído em 1706, que apresentou músicas de Mozart e Strauss.


No hall do Palais Auersperg

A apresentação incluiu cantores líricos e também bailarinos, que foram por nós muito aplaudidos. 


Aplausos para os músicos, cantores e bailarinos

No intervalo, tivemos brindes com espumantes no foyer, para consagrar a noite que se iniciava de maneira especial. Afinal, estávamos em Viena! 


Noite no Bairro de Grinzing

À noite fomos ao bairro de Grinzing, nos arredores de Viena. Neste bairro estão situados os vinhedos da cidade, cuja produção é vendida unicamente nas Heurigers, estabelecimento tipicamente austríaco, ou restaurante com jeito de taverna.


Um interessante mural conta a história do bairro Grinzing

O bairro possui um clima muito agradável de cidade do interior, com a habitual tranquilidade fora dos grandes centros. As placas indicativas dos Heurigers dão um toque medieval. O ideal, naturalmente de dia, é ir até o alto do bairro, no Kahlenberg, de onde se pode ter uma vista privilegiada de Viena e do Rio Danúbio. Jantamos num restaurante típico, com o vinho da casa. Quando lemos: Eigenbau, sabemos que as vinhas são do dono da casa.


DC Towers

Para encerrar, um pouco da face moderna de Viena, através de uma das torres, a DC 1, do DC Towers ou Donau (Danúbio) City Towers, o maior arranha-céu da Áustria, concluída em 2013.



Áustria - Dürnstein





Dürnstein é um pequeno município às margens do Rio Danúbio, com cerca de 900 habitantes, localizado no distrito de Krems-Land, no estado da Baixa Áustria. A cidade é famosa pelo seu castelo no alto de uma montanha, hoje em ruínas, que entrou para a história por ter Leopoldo V, o Duque da Áustria, mantido preso o bravo Ricardo Coração de Leão no longínquo Século XII. 


As ruínas do Castelo Dürnstein sobre a colina

O castelo recebeu este nome dürr (seco) stein (pedra), porque foi erigido no topo de uma colina rochosa, longe da umidade que o rio naturalmente proporciona. O castelo, infelizmente, foi destruído pelas tropas do Império Sueco, restando nas ruínas que hoje conhecemos. 


Percorrendo as ruas estreitas do Centro Histórico

Nos tempos mais modernos, esta cidade foi eternizada no filme Sissi, a Imperatriz, onde parte da filmagem foi realizada.


Belas casas decoradas com flores são encontradas em Dürnstein

A nossa primeira parada na Áustria foi nesta bela cidade junto ao Rio Danúbio. A maior parte do seu território é coberta por florestas e vinhedos, cuja região do Vale do Danúbio produz o mais famoso vinho austríaco, o Dömane Wachau. 


No comércio de Dürnstein encontramos produtos com ótimos preços

Vinhedos de Dürnstein

A região produz o famoso vinho Dömane Wachau

Após a visita, seguimos viagem pelo belíssimo vale!


Os banhistas aproveitam o verão às margens do Danúbio


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Alemanha - Berlim


O Portão de Brandemburgo de Berlim

Chegamos a Berlim, a maior cidade da Alemanha! A única capital que ainda não havíamos visitado dentre os países pelos quais viajamos. A importante cidade já existia no Século XIII. Foi a capital da Prússia, do Império Alemão, da República de Weimar e do Terceiro Reich, dividida depois em Berlim Oriental na República Democrática Alemã, e em Berlim Ocidental na República Federal da Alemanha.


O Altes Museum localiza-se na Ilha dos Museus

Dentre os pontos turísticos de Berlim, está a Ilha dos Museus. A ilha está situada no Rio Spree, que se localiza no centro da cidade de Berlim e acolhe cinco museus muito importantes: o Museu Pergamon, cujo acervo engloba as artes clássicas, islâmica e do Oriente Próximo; o Altes Museum, ou Museu Antigo, é especializado na arte antiga da Grécia, Roma e Etrúria; o Neues Museum, ou Novo Museu inclui coleções do Antigo Egito, da Pré-História e da história mais recente; a Alte Nationalgalerie apresenta pinturas e esculturas do Século XIX e o Museu Bode, sobrenome do primeiro curador, que apresenta a arte bizantina entre outras peças de interesse.


A Berliner Fernsehturm

A Torre de Televisão ou Berliner Fernsehturm, apelidada de Torre Alex, está localizada na Alexander Platz, no centro de Berlim, um dos símbolos desta cidade. Foi construída nos Anos 1960, e possui 368 metros de altura. Há uma plataforma envidraçada aos 204 metros, que é alcançada somente através de dois elevadores pequenos, para ao final se obter uma linda vista de 360º de Berlim. A fila para subir até a plataforma não é nada animadora... Há também um restaurante giratório na torre ou se pode fazer uso do bar. A vista da torre é muito bonita à noite.


A cúpula da Catedral de Berlim

A Catedral de Berlim ou Berliner Dom, construída no estilo renascentista italiano, entre os anos de 1894 e 1905, situa-se junto ao Rio Spree, perto da Ilha dos Museus. Inclui três igrejas: a principal, a para casamentos e batizados e a igreja memorial. Durante a Segunda Grande Guerra, a cúpula foi seriamente atingida e a restauração somente foi terminada no ano de 2002, embora já estivesse funcionando anteriormente. O interior é belíssimo e vale a pena ser visitada. Subindo os 270 degraus, pode-se chegar até a cúpula, para obtermos uma linda vista de Berlim.


Detalhe da estátua da deusa Irene no alto do Portão de Brandemburgo

A Porta de Brandenburgo é o monumento mais emblemático de Berlim. O arco do triunfo neoclássico foi construído em arenito por ordem de Frederico Guilherme II da Prússia, entre os anos de 1788 e 1791, com base na Acrópole de Atenas. Localiza-se na Unter den Linden, a famosa avenida de tílias. Embora tenha sofrido danos durante a guerra, foi restaurado no começo do Século XXI. O monumento possui 12 colunas dóricas, 6 de cada lado,  com 5 vãos centrais, por onde passam 5 vias de passeio. No alto, vemos a estátua da deusa da paz grega Irene, dirigindo uma biga puxada por quatro cavalos.


O Memorial do Holocausto

Perto do Portão de Brandenburgo fica o impressionante Memorial do Holocausto, ou Holocaust Mahnmal, em homenagem aos judeus vitimados na Segunda Guerra.


Percorrendo o enigmático labirinto

São 2.711 blocos de concreto, que formam uma espécie de labirinto, de alturas e tamanhos diferentes, que tem o efeito de provocar certa intranquilidade ou confusão no espectador. Parece-nos que estamos diante de blocos desordenados e caóticos. Mas, na medida em que percorremos uma trilha no infindável labirinto, observamos que o alinhamento nos conduz a uma saída confortável e segura. A concepção da obra é genial. O Memorial está situado na Trautenaustrasse.


O prédio do Parlamento visto do Portão de Brandemburgo

O prédio do parlamento federal alemão (Bundestag), ou o Palácio do Reichstag, localiza-se no distrito de Mitte, na Platz der Republik. A construção do prédio foi concluída no ano de 1894, que foi determinada pelo Kaiser Guilherme I. A cúpula de aço e vidro foi uma inovação para a época, mas não é nem parecida com a atual, de concepção ultramoderna. Com a renúncia do Kaiser, a república foi proclamada da sacada do Reichstag. No ano de 1933, o prédio sofreu um incêndio, tendo Hitler se aproveitado da situação e acusado os comunistas pelo evento e, numa manobra política, Hitler recebeu amplos poderes para governar por decreto, tendo suspendido diversas liberdades civis. Como se não bastasse, o prédio sofreu ainda ataques aéreos durante a Segunda Guerra Mundial, sendo reconstruído somente nos anos 1960. O Reichstag voltou a ser a sede do Parlamento somente em 1999, quando houve a transferência da capital de Bonn para Berlim.


A Chancelaria Federal, situada na área governamental de Berlim, onde trabalha Angela Merkel

O Bundeskanzleramt, ou a Chancelaria Federal, é a sede do poder executivo alemão, e situa-se na área governamental de Berlim, às margens do Rio Spree.


Detalhe de uma parte conservada do Muro de Berlim na Bernauer Strasse

O Berlin Wall Memorial. Durante a Guerra Fria, a Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental, construiu um muro que separava da Alemanha Ocidental, o que simbolizava a separação entre o capitalismo e o comunismo. Foi construído no dia 13/08/1961 e era patrulhado pelos militares com ordem par matar quem quisesse atravessar o muro.


No Muro de Berlim um dos grafites existentes feitos por artistas que, infelizmente, são pichados por vândalos

Somente em 09/11/1989, após haver o rompimento como o comando de Moscou, os alemães orientais puderam atravessar o muro e, por consequência, veio naturalmente a sua destruição. A reunificação alemã é celebrada formalmente no dia 03/10/1990. Alguns trechos foram reconstruídos e há marcações no chão indicando o percurso do muro. Perto do Portão de Brandenburgo, as árvores enfileiradas fazem esta marcação.


Passeio de barco pelo Lago Wannsee

Realizamos um cruzeiro pelo Lago Wannsee que, na verdade, é formado pela ligação de dois lagos, que derivam do rio Havel, separados pela ponte Wannsee, no sudoeste de Berlim.


O Lago Wannsee revela muitas atrações ao longo de seu percurso

O bairro é um ponto de lazer importante na cidade, em cujo distrito encontramos a maravilhosa área residencial de Berlim, com mansões, algumas das quais foram de propriedade dos altos cargos do regime nazista, e casas de veraneio.


Ao fundo, vê-se a Igreja do Redentor

Historicamente, é o local onde os altos oficiais nazistas se reuniram num dos edifícios, em janeiro de 1942, para planejar a chamada Solução Final, que era o extermínio dos judeus na Europa.


À esquerda, vemos a Ponte Glienicke ou a Ponte dos Espiões

O passeio nos levou à Ponte Glienicke, que cruza o rio Havel, ligando Berlim à cidade de Postdam. Nesta ponte, eram realizadas trocas de espiões durante a Guerra Fria, por isso é chamada de Ponte dos Espiões.


Fotos: Lisete Göller



Alemanha - Dresden


SAXÔNIA


Dresden é um importante centro cultural, político e econômico da Alemanha

Dresden é a capital do estado da Saxônia, às margens do Rio Elba, que divide a cidade nova da antiga, chamada de A Pérola do Vale deste rio e também como a Florença do Elba, já que é por muitos considerada a Toscana alemã. Esta última referência gera certa curiosidade e expectativa em conhecê-la. Dresden teve origem num povoado eslavo, com o nome drezdane, que veio a ser germanizado somente no Século XIII.


A arquitetura barroca predomina em Dresden

A cidade possui belos prédios barrocos e importantes museus. Na verdade, a maior parte destes e das demais construções foram reconstruídas, pois a cidade foi quase que totalmente aniquilada na Segunda Guerra. Hoje, a cidade é um grande centro cultural, político e econômico do país.


A Catedral de Dresden

A Catedral Hofkirche, ou a Catedral da Santíssima Trindade, localiza-se no Centro Histórico de Dresden. A igreja barroca foi construída em pedras de arenito, entre os anos de 1739 e 1755, por Frederico Augusto II da Saxônia. Durante a II Guerra Mundial, a igreja sofreu bombardeios, que terminaram por incendiá-la, fazendo desabar a cúpula e danificando seriamente as suas paredes, sendo reconstruída nos Anos 1960. Somente em 1980 tornou-se a Catedral de Dresden.


Detalhe do belíssimo prédio da Ópera Semper

A Ópera Semper apresenta vários estilos ou estilo eclético. Foi construída no ano de 1841, pelo arquiteto Gottfried Semper. O prédio foi destruído durante a Grande Guerra, mas foi reconstruído e reinaugurado em 1985.


Vista do pátio interno do Palácio Zwinger

O Palácio Zwinger é uma das maiores atrações de Dresden. Foi residência dos príncipes-eleitores e dos reis da Saxônia. Construído entre os anos de 1709 a 1732, o palácio reúne vários estilos, desde o românico até o barroco.


O Portão da Coroa no Palácio Zwinger

A maior parte do palácio foi destruída na Segunda Guerra e a lenta reconstrução começou nos anos 1960. No seu pátio muito espaçoso, entre jardins e fontes, encontramos galerias e museus. O Kronentor, o portão da coroa, merece uma foto, assim como o Nymphenbad, o Banho das Ninfas. O Pavilhão da Porcelana guarda uma das maiores e valiosas coleções do mundo. 


No Restaurante Sophienkeller, para conhecer as delícias da Saxônia

Geröstetes Schwarzbrot

Ferkel im Brotteig

Dresdner Eierschecke

Um passeio de charrete deve ser marcado na agenda!

Fotos: Lisete Göller


Alemanha - Flensburgo


SCHLESWIG-HOLSTEIN


A bela Flensburgo

A cidade independente de Flensburgo situa-se no Estado alemão de Schleswig-Holstein. Localiza-se no final do fiorde (entrada de mar entre altas montanhas rochosas), que leva o seu nome, situada numa entrada do Mar Báltico, ao centro da região da Jutlândia do sul. A chave para o sucesso de Flensburgo sempre esteve na rota de comércio na qual estava inserida, além de se localizar ao abrigo de ventos fortes, típicos da região.


A interessante arquitetura dos prédios de Flensburgo

Vindas de Hamburgo, chegamos a esta pitoresca cidade junto ao mar, com tempo para um breve passeio antes de prosseguirmos viagem rumo à Dinamarca. Nesta cidade, há uma minoria de cidadãos de origem dinamarquesa, pois ela foi fundada por colonos dinamarqueses por volta do ano de 1200, sendo seguidos por comerciantes alemães. Passou para o Reino da Prússia somente no ano de 1864, depois de pertencer por séculos ao Reino da Dinamarca. Estas comunidades de diferentes origens, entretanto, convivem pacificamente.


Um passeio pela orla de Flensburgo

É uma das poucas cidades que foram poupadas durante a Segunda Guerra Mundial. Por esta razão, o seu patrimônio histórico e cultural foram conservados. No porto, vemos a torre da igreja de Sankt-Marien. Os prédios são uma antevisão das construções típicas das cidades nórdicas. Os free-shops de Flensburgo têm a fama de serem interessantes e vantajosos. Por fim, a cidade é conhecida pela cerveja Flensburger Pilsener.


Imperdível: a cerveja Flensburger Pilsener!

Fotos: Lisete Göller


Alemanha - Hamburgo


O belíssimo prédio da Rathaus, a Prefeitura de Hamburgo

Hamburgo é uma cidade-estado (Stadtstaat), isto é, uma cidade com status de estado, além de ser independente, o que em termos alemães significa que é também um distrito (Kreis). Localiza-se no norte da Alemanha, às margens do Rio Elba, entre os Estados de Schleswig-Holstein e Baixa Saxônia, tendo surgido a partir da edificação de um castelo denominado Hammaburg, construído por ordem do soberano Carlos Magno, no longínquo ano de 808.


Uma maquete da cidade nas proximidades do Rathausmarkt


A Hauptbahnhof (à direita), a maior estação de trem de Hamburgo, abrigando também duas estações de metrô

É uma cidade historicamente importante, tendo passado por vários incêndios e invasões ao longo dos séculos, mas sempre renascendo para a glória: a de ser uma respeitável metrópole comercial e cultural. A maior cidade da Alemanha, depois de Berlim, possui o porto que é um dos maiores do mundo e o segundo maior da Europa, depois de Rotterdam. Para nós brasileiros, há um motivo a mais para ser reverenciada: ela foi um dos pontos de partida dos imigrantes alemães que deixaram a Alemanha através de seu porto, o que diz respeito também à minha família.


Fonte no pátio da Prefeitura, emoldurada pela bela arquitetura neorrenascentista do prédio

A cidade possui prédios de épocas e estilos diversos, com poucos arranha-céus. Um número expressivo de canais e pontes recorta a cidade (mais de 2.500), o que a torna bem mais interessante e instigante, lembrando Amsterdã.  O destaque arquitetônico vai para a belíssima Prefeitura, a Rathaus, na antiga praça do mercado, prédio este decorado com imagens dos imperadores do Sacro Império Romano-Germânico em estilo neorrenascentista. 


A Igreja de St. Jacobi

A Igreja de St. Jacobi, ou Igreja de Santiago (Jacobi corresponde a Tiago no alemão), está situada num dos caminhos de peregrinação medieval que conduzia a Santiago de Compostela na Espanha. Esta igreja gótica foi construída no Século XIV, possuindo um dos órgãos barrocos da Europa, construído em 1693 por Arp-Schnitger.


O valioso órgão da Igreja de St. Jacobi

No ano de 1944, durante a II Grande Guerra, o templo foi completamente destruído e a sua reconstrução durou até o ano de 1962. O seu valioso inventário medieval, assim como o órgão, haviam sido removidos antes da catástrofe. 


A Igreja de St. Petri

A Igreja de St. Petri, cuja construção iniciou-se no ano de 1195, é a mais antiga de Hamburgo. 


No solo uma cruz de pedras e areia no recinto da Igreja de St. Petri

Foi reconstruída no Século XIV, ampliada no Século XV, mas sucumbiu ao incêndio de Hamburgo no ano de 1842, sendo reconstruída novamente pouco tempo depois. A catedral no estilo gótico é uma igreja evangélica luterana.


Vista do Rio Alster com Alsterarkaden (à esquerda), Reesendammbrücke (ao centro) e Rathausmarkt (à direita)

A nossa passagem por Hamburgo foi breve, pois o nosso destino era a Dinamarca. Tivemos tempo apenas para passear um pouco pela agitada metrópole. A cidade, construída em meio ao lago formado pelo represamento do Rio Alster e ao Rio Elba, fervilhava de turistas, animados com o calor do verão e a descontração inerente à cidade cosmopolita. Havia inúmeros barcos que saiam do cais turístico chamado Jungfernstieg. As mansões, ao longo das margens do lago, que formam a Costa de Pérola, são quase que na totalidade brancas.


Vista do cais

Mas há bairros que fogem desta característica, como o bairro dos armazéns, Speicherstadt, em que a cor predominante é a terracota, coerente com a construção de tijolos, seguindo a arquitetura típica da região do norte da Alemanha. 


Os prédios de tijolos característicos de Hamburgo e o Rio Elba

Contornamos o imenso porto e chegamos ao centro histórico, a Altstadt. Lá retrocedemos ao tempo dos comerciantes de especiarias e aos negociantes de séculos passados, cujos burburinhos de vozes ecoavam pelas paredes dos prédios dos séculos XVIII e XIX... 


Fotos: Lisete Göller