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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Espanha - Caravaca de La Cruz


Vista da cidade


Conhecida também como a Cidade da Cruz localiza-se na região da Múrcia, famosa por ser uma das cinco cidades santas da Igreja Católica. As outras são Roma, Assis, Santiago de Compostela e Jerusalém. A Basílica de Santa Cruz, do Século XVII, está situada no Alcázar, um castelo no alto de uma colina. Para subirmos até lá, pegamos um trenzinho, que percorreu as ruas da cidade até chegar à Basílica. Durante o trajeto, contaram-nos um pouco da história de Caravaca de La Cruz e de seu famoso templo.


O trenzinho percorre a cidade e nos leva até o alto da colina onde está a Basílica

Detalhe da fachada da Basílica da Santa Cruz

No inicio era uma capela medieval que abrigava uma relíquia: o fragmento da cruz em que Jesus Cristo foi crucificado. Segundo a lenda, a relíquia pertencia ao primeiro patriarca de Jerusalém. Quando esta cidade caiu sob o domínio dos mouros, dois anjos a trouxeram para o santuário de Caravaca.


No interior da Basílica

O fragmento da cruz encontra-se dentro de um relicário em forma de cruz de rara beleza, conhecido como A Cruz de Caravaca, à qual são atribuídos vários milagres. Depois do Século XIII, começaram as peregrinações que se perpetuaram ao longo dos tempos. A cidade antiga ainda preserva o ambiente medieval.


O precioso relicário onde está a Cruz de Caravaca

Na frente da Basílica com o Certificado de Peregrino

Trazendo na bagagem do Certificado de Peregrino



Espanha - Córdoba


Vista do Centro Histórico de Córdoba

A Cidade das Três Culturas, remetendo aos cristãos, judeus e muçulmanos, é uma importante cidade da Andaluzia, que foi conquistada pelos romanos no ano de 206 a. C. A ponte de 16 arcos existente até hoje e que cruza o rio Guadalquivir é um legado da era romana, embora tenha sido reconstruída pelos mouros. No começo da invasão muçulmana, Córdoba tornou-se sede de um califado, período em que foram construídos palácios e mesquitas, durando três séculos.



A Ponte Romana de 206 a. C


A atração principal é a Mesquita-Catedral ou Catedral da Assunção de Nossa Senhora do Século X, em que observamos a fusão das culturas islâmica e cristã. O surpreendente é que o prédio da mesquita foi incorporado ao da catedral... O acesso à Catedral é feito pelo Portão do Perdão, de onde já se observam o pátio das palmeiras e laranjeiras ali plantadas, além dos arcos em formato de ferradura.


A Mesquita-Catedral e o Patio de Los Naranjos

A Porta de las Palmas, que dá acesso à antiga mesquita propriamente dita, permite deparar-nos com um “bosque” composto de centenas de colunas e arcos feitos de mármore, granito e jaspe, numa combinação simplesmente incrível. Tem-se a impressão de estarmos diante de centenas de espelhos que apontam para caminhos infinitos.


Os incríveis arcos da Catedral de Córdoba

A Porta do Mihrab, que quer dizer Santuário

Detalhe da Capela Real

A Capela Maior

Os suntuosos detalhes da Capela Maior

Órgão da Capela Maior

Vitral da Mesquita-Catedral de Córdoba

As ruas estreitas do centro histórico, com calçamento de pedras, fontes, casas brancas e enfeitadas com vasos de flores coloridas nas paredes e sacadas ficam ainda mais em evidência em plena luz do sol. Bem em frente à face norte da Catedral, no bairro Juderia, vamos dar na Calleja de las Flores.


Um dos belos pátios de Córdoba

O bairro Judeu, com ruas estreitas e com movimentado comércio, possui a única sinagoga existente na Andaluzia, construída no estilo mudéjar. Após a expulsão dos judeus em 1492, tornou-se hospital e escola, até que foi declarado Monumento Nacional em 1885, mas restaurado e reaberto apenas cem anos depois.


Uma das ruas do Bairro Judeu

Delícias de Córdoba e da Espanha




Espanha - Granada


Vista parcial de Granada

Granada é uma das cidades mais cativantes da Espanha. Situa-se na região da Andaluzia. Foi a capital dos reinos muçulmanos de Zírida (Século XI) e Násrida (Séculos XII a XIV), mantendo-se grandiosa até depois da conquista pelos Reis Católicos no ano de 1492. Pela sua importância histórica e localização próxima ao Mediterrâneo, tornou-se um centro turístico importante, possuindo também uma população expressiva de estudantes, que frequentam uma das maiores universidades do país.


A neve na Sierra Nevada, próxima à Granada, confere um encanto maior à paisagem

Vista do Bairro Albaicín, cujas construções mesclam os estilos mourisco e andaluz


O Parque de Las Ciencias encontra-se próximo ao centro da cidade

Granada é importante pela expressão artística hispano-muçulmana, cuja obra-prima é o Palácio de Alhambra. Esta antiga cidade, cercada por muralhas (Medina), é a mais famosa da Espanha. Foi construída pelos násridas entre os séculos XIII e XIV. Compõe-se da Alcazaba (Alcáçova), castelos cercados de plataformas, que é a parte defensiva do palácio, da área residencial, com os chamados Palácios Násridas, além de um palácio ou vila feito para o lazer, o Generalife, no lado norte de Alhambra.


Entrada para o Conjunto Monumental de La Alhambra  y Generalife

Detalhe do Palácio Carlos V integrado ao prédio onde funciona o Museu de Alhambra e o Museu de Belas-Artes de Granada

O Generalife situa-se aos pés das montanhas de Serra Nevada. Era uma vila projetada segundo a arquitetura muçulmana, utilizada pelos násridas como um lugar de descanso, com belos jardins, fontes d’água e hortos. 


Visita aos jardins

Durante as sucessivas trocas de governantes, Alhambra sofreu algumas alterações, inclusive destruições, como por exemplo, o Palácio de Carlos V, que no Século XVI sacrificou boa parte do palácio original. Ao longo do tempo, partes de Alhambra foram roubadas, utilizadas em construções comuns ou até mesmo sendo destruídas, como quando Napoleão passou por Granada em 1812.


O Pátio dos Arrayanes

O palácio que mais se salienta é o de Comares, onde encontramos o Pátio dos Arrayanes, o Quarto Dourado, o Palácio dos Leões, a Sala de Moçárabes (cristãos ibéricos que, embora não se tenham convertido ao Islã, adotaram a língua e a cultura muçulmanas) e a Sala dos Reis. O mais impressionante são as decorações de estuque, com motivos geométricos e epigráficos, que formam os famosos arabescos.


Detalhe do capitel no Quarto Dourado (Mexuar)

O Patio del Mexuar

Detalhe da Sala dos Abecerrajes

O Pátio dos Leões, com a fonte circundada por arabescos

O Pátio dos Leões, cujas estátuas representariam as 12 tribos de Israel é dos mais famosos.


Formas geométricas sugerem o desenho de plantas

Como a religião muçulmana não permite usar a figura humana na arte, eles utilizam os arabescos na decoração de mesquitas e palácios, que utilizam uma combinação de formas geométricas, frequentemente lembrando as formas de plantas, refletindo a visão islâmica do mundo: a do infinito e a sua conexão da criação do mundo por Alá.


Arcos belíssimos no Pátio dos Leões



Espanha - Madri


Voltamos à Madri no início da primavera. Apesar do frio, da chuva e do vento que ainda teimavam em não deixar a cidade, foi bom retornar a ela. A Capital foi a nossa porta de entrada para a Espanha e, através desta, a nossa via de ingresso ao reino do Marrocos. 


O Estádio do Real Madrid

Neste ano de Copa do Mundo, não passou despercebido o famoso estádio do Real Madrid, o Estádio Santiago Bernabéu, com capacidade para mais de 81 mil espectadores. 


A Torre Europa de Madri

A Torre Europa possui 121 m de altura e é um dos prédios comerciais mais altos de Madri. A curiosidade é que é considerado um prédio “cardioprotegido”, pois possui aparelhos desfibriladores à disposição do público para emergências cardíacas, distribuídos ao longo de seus andares.


Fachada da entrada principal da Plaza de Toros Las Ventas

Las Ventas é a maior Plaza de Toros da Espanha. Construída em estilo neoárabe, tem capacidade para 25 mil espectadores. Neste prédio funciona o Museu Taurino. Embora não apreciemos este tipo de espetáculo, Las Ventas não deixa de ser um dos grandes ícones de Madri. Em tempo: viajando pelo interior da Espanha, conhecemos lugares onde os touros são criados para esta finalidade. A topografia do terreno, com pasto adequado, tem a declividade exata de modo a obrigar os touros a se exercitarem continuamente, a fim de criarem uma boa massa muscular.



Espanha - Monistrol de Montserrat


Vista dos Montes Serrados da Estação de Trem

Seguindo viagem, tomando a direção de Barcelona, atravessamos a Catalunha até alcançar a localidade de Monistrol de Montserrat, e nos dirigimos até o mirante onde se encontra a Abadia Beneditina (monastério beneditino), que está a 1236 m de altura. Subimos a enorme montanha dos montes “serrados” - que têm a aparência de tecidos de tamanhos colossais que foram de alguma forma “plissados” -, num pequeno trem de cremalheira até chegarmos ao Mosteiro de Montserrat.


O trem de cremalheira

Chegada à Praça de La Creu

Para níveis mais altos, existem os funiculares, onde se encontra, por exemplo, a Santa Cova, lugar onde foi achada a imagem da Virgem. A montanha pode ser percorrida também por teleférico. Nestes montes, podemos observar nas rochas cavernas que foram habitadas por eremitas a partir do Século IX, lembrando-nos de imediato as igrejas de pedra e as cavernas da Capadócia na Turquia.


A Praça de Santa Maria

O mosteiro foi construído ao redor da gruta onde foi encontrada a imagem de Nossa Senhora de Montserrat. Foi ampliado no Século XI, destruído pelos franceses em 1811, mas reconstruído em 1844. Neste Santuário, encontra-se a Virgem de Montserrat, padroeira da Catalunha, atrás do altar e protegida por um vidro. Mas a auréola pode ser tocada pelos fiéis.


O Átrio da Basílica

No interior da Basílica

Local para os fiéis acenderem velas e fazerem pedidos

Fernanda observa a vista de Montserrat

Vista esplêndida do alto de Montserrat



Espanha - Peníscola


Vista do balneário de Peníscola

É uma pequena cidade mediterrânea da Comunidade Autônoma Valenciana, situada numa península, que guarda dentre as suas relíquias uma história grandiosa. Juntamente com Roma e Avignon, chegou a ser sede do papado.


O Castelo de Peníscola

O famoso castelo de Peníscola, cercado por uma grande muralha, foi construído no Século XIII em cima de ruínas mouras, servindo de fortaleza contra os mesmos. Lá viveram os membros da Ordem dos Templários, abrigando durante o período da Cisma do Ocidente (existência de dois papas ao mesmo tempo) os antipapas Bento XIII e o seu sucessor Clemente VIII. Da realidade à ficção, neste castelo foi rodado o filme El Cid, com Sophia Loren e Charlton Heston, sucesso de bilheteria dos Anos 1960. O herói El Cid ficou célebre na luta contra os mouros (muçulmanos).


Na orla da praia de Peníscola

Chegamos à Peníscola, no percurso da Costa de Azahar, numa manhã fria e de muito vento, no mês de março. No verão, esta cidade balneária costuma ser bem movimentada.


Revoada de gaivotas