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Os artigos e fotos veiculados neste blog podem ser utilizados pelos interessados, desde que citada a fonte: GÖLLER, Lisete. [inclua o título da postagem], Mil e Um Horizontes (https://mileumhorizontes.blogspot.com.br/), nos termos da Lei n.º 9.610/98.

terça-feira, 26 de março de 2013

Inglaterra - York


A Catedral gótica da medieval York


Saindo de Cambridge, percorremos um longo percurso na direção norte. Nas proximidades da cidade de Leeds, tomamos o rumo de York pela A64. Esta cidade do norte da Inglaterra está situada no Condado de North Yorkshire e foi fundada no longínquo ano de 71 d.C., tornando-se a principal capital do Império Romano com o nome de Eboracum até o século VII. O nome vem da palavra celta Eborakon que significa terra dos teixos (uma árvore que possui caroços e folhas venenosas e dela eram feitos os arcos de guerra ingleses). Da época da dominação escandinava vem o nome York (Jorvik), passando pela dominação dos normandos, que fizeram da cidade o centro de seu governo, comércio e religião.

Durante a Idade Média foi um importante centro comercial de lã. As muralhas da York medieval medem 5 km e estão praticamente intactas. O centro da cidade, onde os carros são proibidos, nos faz retroceder à Idade Média. Nas construções, observamos que predominam o estilo Jacobino e o Georgiano. York situa-se entre os rios Ouse e Foss. Finalmente, a rosa branca é o símbolo desta bela cidade, que remete à família York. Pelo que nos contaram, havia uma rixa desta com a família Lancaster, que tinha a rosa cor de rosa como símbolo. Adivinhe quem ganhou? York, of course!

A Porta do Centro Histórico de York


Ao adentrarmos nos limites da cidade, avistamos as famosas muralhas de origem romana, ainda lá existentes. Depois, o nosso ônibus ficou estacionado numa área de serviço, e caminhamos até a porta medieval, que conduz ao centro histórico da cidade. Fomos à catedral gótica – Minster –, que se encontra parcialmente em obras e pudemos percorrer o seu interior que é belíssimo. Próximo à catedral, encontra-se a estátua de Constantino, sentado todo-poderoso em seu trono. As ruas estreitas da cidade de York exibem casas comerciais encantadoras e convidativas.



Uma casa em York no estilo enxaimel jacobino

Detalhe bem humorado na decoração de um comércio no centro histórico

Algo que me chamou a atenção foi o carinho – talvez possa chamar assim – para com os gatos, manifestado, por exemplo, pelas estátuas destes felinos enfeitando as fachadas e telhados de alguns prédios e uma loja de presentes para “cat lovers” chamada The Cat Gallery. Lamento não ter comprado um dos gatos de porcelana lá existente à venda, tendo em vista a dificuldade de trazê-lo na bagagem são e salvo.

As estátuas de gatos enfeitam as paredes das casas

Visitando a Cat Gallery em York

Na vitrine de outra loja de artigos para presentes, estava escrito numa almofada uma frase que bem arremata o assunto: “Uma casa não é um lar sem um gato.” (A house is not a home without a cat.). Não se sabe a origem das estátuas de gatos em York. Algumas delas existem desde 1920. Os supostos motivos podem ter sido atrair os clientes, divertir as crianças ou assustar os pombos. As mais atuais foram elaboradas pelo falecido arquiteto Tom Adams. Após um breve lanche numa pequena casa de chá, com gostosuras “home made”, seguimos viagem com o nosso grupo até a medieval Durham.



Inglaterra - Windsor


Vista parcial do Castelo de Windsor e os jardins


Fizemos uma visita ao Castelo de Windsor, uma das residências da Rainha Elizabeth, nos arredores de Londres. É o maior castelo ocupado do mundo. No caminho, passamos por locais interessantes como a fazenda-modelo da Rainha, na cidade de Ascot a 50 km de Londres, e uma das mansões do cantor Elton John em Old Windsor. A cidade de Windsor é tranquila, e creio que deva ter se desenvolvido em função do importante castelo, à maneira de Versailles. O nosso ônibus ficou no estacionamento para visitantes, perto do Alexandra Gardens, com a visão de mais uma roda-gigante inglesa. Após, tivemos acesso ao centro da cidade através de escadas e plataformas, que levam até a Windsor Royal Station, uma estação central construída em 1851 e que foi remodelada como centro comercial. A atração fica por conta da locomotiva, que era utilizada pela Rainha Vitoria, para viajar até o castelo. O comércio é bem movimentado e pode-se passar um longo tempo se distraindo antes de entrar na área do castelo. Assim sendo, aproveitamos para nos deliciar com o nosso primeiro Fish and Chips da temporada, acompanhado por purê de ervilhas e molho com alcaparras.


A antiga locomotiva, que era usada pela Rainha Vitória, na Windsor Royal Station

Fish & Chips


A visita ao castelo é feita através de um áudio tour, disponível em diferentes línguas, e de um folder com o mapa do castelo nas mãos. O castelo é imenso e demanda um bom tempo para conhecê-lo de maneira mais detalhada. Cito a St. George’s Chapel, a Queen Mary’s Doll’s House, os State Apartments e os jardins do castelo perto da Torre Redonda, como bons lugares para se deter. No recinto da casa de bonecas da Rainha Mary, há pouquíssima luz para que os preciosos componentes da casa de brinquedo sejam protegidos. A referida rainha era uma apaixonada por miniaturas e concebeu uma mansão aristocrática que foi desenhada por um arquiteto e executada por artesãos com todo o preciosismo que a arte impõe. Não é permitido fotografar ou filmar. Após, percorremos uma série de corredores com vitrines, onde bonecas usavam as vestimentas da época, deixando antever o luxo da vida palaciana daquele tempo.


Portão de entrada para a visitação ao castelo

Área do castelo, composta por diversos prédios

À frente de uma das portas do Castelo de Windsor

Ao fundo, a Torre Redonda

A imponente Capela de São Jorge


Mais tarde, tivemos a oportunidade de assistir a troca da guarda do castelo, envolvendo um pequeno grupo de soldados. Encerrado o passeio, voltamos no final da tarde para Londres, pois na manhã seguinte seguiríamos viagem pelo interior da Inglaterra.

O sentinela da Guarda Real da Rainha no Castelo de Windsor

Cerimônia de troca da Guarda Real

Após cerimônia da troca da Guarda Real, os turistas retomam o passeio

Souvenir de Windsor!



Inglaterra - Stratford-upon-Avon


A cidade natal de Shakespeare - Foto: Lisete Göller

Situa-se no Condado de Warwickshire, na margem esquerda do rio Avon. No passado, a cidade ficava situada numa antiga estrada romana, e foi construída por cedência das terras de um rei saxão a um bispo, tornando-se então um domínio feudal do bispado. A principal fonte de turismo está relacionada com William Shakespeare, lugar onde nasceu em 1564, e onde encontramos as propriedades da família que se tornaram pontos turísticos. Stratford-upon-Avon é uma cidade encantadora que lembra, por vezes, algumas cidades do interior da Alemanha, notadamente pelas casas enxaimel e pela profusão de flores coloridas, que enfeitam os jardins e janelas. Tivemos a oportunidade de conhecer a casa natal do escritor em estilo elisabetano, e passearmos pelas ruas da cidade tomadas por turistas. A cidade fica perto da região dos Cotswolds, aldeias medievais com casas feitas de pedras nas paredes, telhados e muros.


A estátua do Bobo da Corte de James Butler (1994), em Stratford-Upon-Avon, dá as boas-vindas: a personagem aparece em muitas peças de Shakespeare – Foto: Lisete Göller

Em frente ao The Shakespeare Centre

A casa onde nasceu William Shakespeare – Foto: Lisete Göller

Shakespeare foi sepultado em 1616 na Igreja da Santíssima Trindade chamada Holy Trinity Church. O templo está rodeado por grandes árvores, sendo difícil fotografá-lo. O local onde foi erigido está cercado por muros baixos e portões de ferro. Ao longo da passarela de entrada, encontra-se um cemitério que se estende pelas laterais do terreno. Ao entrarmos na igreja, foi-nos oferecido um folheto em português (é impresso em várias línguas), o qual apresenta a planta do templo, com as indicações de locais e informações sobre os mesmos. O túmulo de Shakespeare está localizado em frente ao altar-mor, que é da época medieval. O folheto explica que este privilégio lhe foi concedido, porque o escritor foi reitor laico desde o ano de 1605. Ao lado de seu túmulo, estão os de sua esposa Anne e de outros membros da família. Perto deste local, encontra-se o busto de Shakespeare. Lembrei-me de imediato da “casa” de Julieta, em Verona, onde havia um busto do escritor na entrada.

O túmulo de Shakespeare na Holy Trinity Church - Foto: Lisete Göller

Andando pela cidade, encontrei uma loja cuja vitrine me deixou fascinada. Nela eram vendidos móveis e objetos de decoração que de certa forma remetiam ao provençal francês. A loja chamava-se Shabby Chic Sisters. Foi então que pesquisei na internet algo mais sobre o assunto. Shabby quer dizer “desgastado”, um estilo em que são utilizados móveis antigos quase sempre patinados em branco, peças envelhecidas evocando o passado, tecidos com motivos florais em cortinas, capas e almofadas, etc. Um campestre chic... O estilo é encontrado na França, na Alemanha e em outros países da Europa, mas aqui se trata de uma tendência ou de uma releitura anglo-saxônica. A inglesa Rachel Ashwell foi quem a lançou nos Estados Unidos, onde prevalece o Shabby mais romântico. Como disse a criadora, neste estilo procura-se ressaltar a beleza da imperfeição... Algumas pessoas entendem que é mais um estilo de vida do que um estilo de decoração. De qualquer sorte, este encantamento quase que cenográfico me encantou, e me convenceu de que a beleza pode residir mesmo nos pequenos detalhes...

Vitrine da Shabby Chic Sisters: o estilo que veio para ficar - Foto: Lisete Göller



Inglaterra - Oxford


Oxford, cidade universitária


É a Capital do Condado de Oxfordshire e situa-se às margens do rio Tâmisa, local em que o rio passa a se chamar Ísis. Este rio e o Cherwell atravessam a cidade. Possui fábricas de automóveis, indústrias de tecnologia, editoras e escolas de língua inglesa. Mas Oxford é mais conhecida pela Universidade, uma das 10 melhores do mundo, e que é composta por 36 colleges ou faculdades espalhadas pela cidade. O que mais chama a atenção na cidade são os detalhes arquitetônicos dos edifícios que são conhecidos como “as agulhas sonhadoras”, formando uma paisagem singular, composta pelas inúmeras torres pontiagudas do conjunto das edificações. Uma delas, o Christ Church College, serviu de cenário para os filmes de Harry Potter. A rica arquitetura das faculdades confere um valor excepcional ao patrimônio histórico da cidade.

Na cidade de Oxford (ao fundo a Bridge of Sighs que liga o Hertford College ao New College Lane)


Após nos despedirmos de Stratford, seguimos viagem e chegamos a Oxford no meio da tarde. Os prédios, parques, barqueiros e ciclistas, que víamos pelo caminho não deixaram de lembrar Cambridge. Descemos perto do centro para melhor conhecer a cidade. Fomos até a biblioteca da Universidade, Bodleian, fundada em 1320, a qual possui um prédio em separado, a rotunda barroca, chamado Radcliffe Camera, que abriga uma sala de leitura em seu interior. Admiramos também a St. Mary The Virgin Church. Dizem ser esta a igreja mais visitada de toda a Inglaterra.


A Radcliffe Camera, um dos prédios da Universidade de Oxford

Detalhe da fachada da St. Mary Virgin Church

Detalhe da entrada de um prédio de Oxford

Caminhando um pouco mais, entramos num mercado coberto, existente sabe-se lá há quantas eras, porém modernizado. Lá se pode encontrar um pouco de tudo: alimentos, produtos de jardinagem, papelaria, artesanato, roupas, etc. Numa confeitaria, através da vitrine e à vista do público, a confecção e a decoração de belíssimos bolos para todas as ocasiões eram executadas por funcionárias bem treinadas. Após, passeamos por algum tempo pelas ruas do centro até a hora de nos reunir com o grupo.


Conhecendo o mercado coberto de Oxford

Bolos de casamento à venda no Mercado de Oxford




Inglaterra - Londres


Momento em Londres

Londres foi fundada no ano de 43 d.C. pelos romanos. Foi dominada pelos anglo-saxões e invadida pelos vikings e normandos. Durante a Idade Média, conheceu a monarquia, que existe até os dias atuais, foi berço da Revolução Industrial e sede de um extenso império colonial espalhado pelo mundo. Resistiu aos bombardeios da II Guerra Mundial e, na atualidade, ostenta o título de maior cidade da Europa. Quando se percorre Londres, apreciando a arquitetura dos prédios, a beleza dos parques, a riqueza dos importantes museus e palácios, compreende-se a profundidade histórica desta cidade, que envolve o horizonte temporal de dois mil anos...

O Tâmisa com a London Eye ao fundo

Estivemos em Londres por dois anos seguidos. Não faltaram aqueles passeios básicos, como a Torre de Londres, a Tower Bridge sobre o rio Tâmisa, que simboliza a Londres vitoriana, o Palácio e a Abadia de Westminster, a Catedral de Saint Paul, no estilo barroco inglês, o Hyde Park, o Regent’s Park, o Big Ben, sino de 14 toneladas, o Teatro de Sua Majestade, passeamos de barco, percorremos as ruas mais famosas, como a Regent Steet, a Oxford Street e a Bond Street, não nos esquecendo de ir ao Palácio de Buckingham, para conferirmos a troca da guarda.

A Torre de Londres vista do Rio Tâmisa

Chegada a Greenwich, depois de navegar pelo Rio Tâmisa

O guia de nossa excursão contou algo a respeito dos rios subterrâneos de Londres, assunto que desconhecia. Há três rios principais, que são afluentes do rio Tâmisa. As águas dos rios são direcionadas para reservatórios construídos no século XVIII e, destes, para galerias subterrâneas, até juntar-se ao Tamisa. O rio Fleet é o maior deles. Assim sendo, existem cursos d’água passando por baixo de bairros como o de King’s Cross, distrito onde se encontra uma das estações de trem de Londres. Nesta estação, encontra-se a famosa Plataforma Nove e Meia (9 ¾ em inglês), de Harry Potter.

A Tower Bridge com o símbolo das Olimpíadas de 2012

Algo diferente que fizemos neste último ano foi conhecer o Museu Sherlock Holmes, na Baker Street, 221b. Na porta de entrada, um falso e sisudo guarda londrino limitava o fluxo de visitantes, pois o sobrado é pequeno e estreito. Os ambientes são decorados conforme os detalhes descritos nos livros sobre o mais famoso detetive inglês. Na sala, a lareira está acesa, e o chá está servido à luz de velas. Quem virá para o chá? Há muitas coisas curiosas, como a parafernália do material usado pelo investigador e pelo Dr. Watson, para desvendar os crimes, instrumentos musicais e animais empalhados. Entre os bonecos de cera, além de alguns assassinos e assassinados, lá estão Holmes e Watson falando sobre o desaparecimento de Lady Frances Carfax, que está num caixão, de pé e sorridente. Pelo visto, este problema estava resolvido, mas este era só um detalhe...


Entrada do Museu Sherlock Holmes

Fernanda ajuda Holmes e Watson a desvendar o mistério de Lady Carfax

Quanto ao banheiro de Holmes, no último andar da casa, achei-o bem interessante. As louças possuem motivos florais azuis. Havia ali uma coruja empalhada, para deixar o ambiente ainda mais descontraído. Ao lado da porta de entrada, saindo à rua, existe a loja para compra de souvenires e ingressos, cheia de turistas ávidos por comprar alguma lembrança e esnobar (ou assustar) os amigos...

No Big Bus, atravessando a Tower Bridge

Embora tenhamos visitado o Reino Unido no ano anterior, sempre é possível fazer algumas atividades diferentes. Por exemplo, desta vez fizemos o circuito completo do Big Bus. Através dos ônibus double-decker, circulamos por Londres, realizando algumas descidas estratégicas, incluindo-se a ida ao píer Westminster, para um passeio de barco pelo rio Tamisa. Com os ingressos comprados na Internet e o mapa da circulação do ônibus por Londres, ficou tudo mais fácil. É a melhor maneira de se conhecer tranquilamente a cidade e de uma perspectiva bem mais favorável, escolhendo-se, é claro, o andar de cima do ônibus. A visão da cidade, circulando pela Tower Bridge, por exemplo, é fantástica!

Breakfast at Tiffany’s, com Audrey Hepburn! “♪♪ Há tanta coisa do mundo para se ver ♪♪ Nós procuramos o mesmo final do arco-íris ♪♪” (trecho da letra de Moon River).

Londres também nos remete ao Museu de Cera de Madame Tussauds, na Marylebone Road, que é realmente muito especial, justamente por ser a sede mundial. As reproduções em cera de artistas e personalidades famosas do mundo todo são fantásticas. Percorremos vários ambientes temáticos e tiramos fotos ao lado de artistas renomados. Não faltou a célebre foto com a Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philips, executada por uma fotógrafa do próprio museu, para garantir uma boa lembrança da nossa “visita” à realeza. Estes e a Princesa Diana eram os mais prestigiados pelo público. Depois, “embarcamos” num dos carrinhos do museu, que imitam os famosos táxis ingleses, os Black Cabs, e que percorrem um trajeto maluco através da história da cidade de Londres. Embora não fosse permitido fotografar nem filmar, gravei um pequeno vídeo. Ao final do percurso, entramos na loja que vende uma infinidade de lembranças para começarmos a encher as nossas malas.

Londres vista da London Eye

Falemos agora sobre a fantástica roda-gigante London Eye, localizada na margem sul do rio Tâmisa. Ela possui 32 cápsulas que representam os 32 bairros de Londres, que se movimentam lentamente, de modo que não nos sentimos em perigo ou com sensação de instabilidade. Dentro de suas cabines de vidro, que acomodam até 25 pessoas cada, podemos admirar Londres em 360º, num raio de 42 km. Na cabine estão marcados os quatro pontos cardeais. Desta maneira, sabemos em que direção está aquilo que estamos olhando. A volta completa dura 30 minutos para cada passeio. Em dado momento, uma câmera fixa fotografa a cápsula e podemos comprar depois a foto na loja de suvenires. Apesar de ter chovido um pouco naquele dia, a vista de Londres do alto foi um ótimo programa. 

Como já havíamos comprado os ingressos para a London Eye e para o Sealife London Aquarium pela Internet, não havia preocupação de horário, pois os ingressos da roda-gigante eram do tipo Flexi Fast Track, ou seja, poderíamos ir a qualquer horário do dia escolhido, além de garantir um rápido acesso à London Eye. 
A próxima atração escolhida foi o Sealife London Aquarium, que fica bem pertinho da London Eye. A ida até lá lembrou-nos da visita ao Aquário de Gênova em 2008, embora este último seja ainda insuperável para nós. Achamos o Sealife meio apertado para tanta gente. O número de espécimes animais não chegou a surpreender, não esquecendo também de mencionar a diversidade de corais e plantas aquáticas ondulantes. O destaque fica por conta dos tubarões do Oceano Pacífico, que não deixam de dar calafrios, mesmo nadando dentro dos enormes tanques. O recinto dos pingüins, por exemplo, era muito limitado e mal conseguimos chegar perto para olhar. De qualquer forma, é um programa que deve ser considerado numa passagem por Londres.

Entrada do Sealife London Aquarium

Uma bela imagem no Aquarium de Londres

No Museu de História Natural

A nossa próxima parada foi no Museu de História Natural em South Kensington. O prédio, que se assemelha a uma catedral, foi projetado no estilo neogótico e é belíssimo, tanto pela fachada quanto pelo seu interior. Logo na entrada, está exposto um dinossauro, difícil de enquadrar numa fotografia pelo tamanho avantajado do pescoço.

O imenso acervo do Museu de História Natural contempla, para simplificar, os reinos animal, vegetal e mineral. O museu se divide em três grandes centros: as galerias Life, com a exposição Ecology, mostrando a relação do homem com a natureza e a biologia humana através do funcionamento do corpo humano. Apresenta, ainda, as alas dos dinossauros, dos insetos e aranhas e dos animais em extinção ou extintos, como por exemplo, o pássaro Dodô que é bem “robusto”, diga-se de passagem; as galerias Earth que mostram a história da formação do planeta Terra e as riquezas naturais, como as rochas e pedras preciosas. Nesta seção, inclui-se uma exibição chamada The Power Within, um ambiente em que se reproduz um terremoto. A sensação que o abalo sísmico causa às pessoas fica evidente. Finalmente, as galerias Darwin que mostram os espécimes animais e as pesquisas científicas que são feitas no museu. O público tem à sua disposição também diversas lanchonetes e uma grande loja onde há uma infinidade de produtos relacionados ao museu, que estão à venda.

Fernanda com o mundo nas mãos, no centro Earth

É claro que tivemos tempo de dar uma passada na loja Harrods, onde aproveitamos para almoçar e circular pelos seus sofisticados departamentos. Londres, até a próxima...


“Christmas Forever and Ever” in Harrods!


Inglaterra - Liverpool


O ônibus anfíbio 'cai' sobre o Rio Mersey em Liverpool


É uma cidade do Condado de Merseyside, localizada no noroeste da Inglaterra. Teve seu início como uma pequena vila de pescadores. No ano de 1207, a vila foi elevada a município pelo Rei John. Após, o rei Henrique III concedeu aos mercadores o direito de comércio sem pagar impostos, nascendo daí o porto de Liverpool. Acontecimentos como a grande peste em 1664 e o grande incêndio de Londres em 1666 fizeram com que muitos mercadores se mudassem para esta cidade, trazendo-lhe ainda mais prosperidade. Do porto de Liverpool, partiu o primeiro vapor que trazia imigrantes para o Brasil. Praticamente metade da cidade foi destruída durante a II Guerra Mundial, o que surpreende pelo elevado poder de recuperação. Liverpool foi descrita como a mais bela cidade inglesa, mas é também muito importante sob o ponto de vista cultural e artístico.

Liverpool é criativa e dinâmica

Vindas do País de Gales, a nossa próxima parada foi em Liverpool. A entrada no perímetro urbano foi precedida pela passagem através de um longo túnel. No caminho para o nosso hotel, pudemos constatar a riqueza e a longevidade histórica de seus antigos e bem elaborados prédios. 

O St. George’s Hall no centro de Liverpool é um complexo que engloba um teatro para concertos, salas de reunião e também abriga a sede dos tribunais da cidade

St. John’s Gardens é uma grande área verde para o lazer, onde vemos o St. George’s Hall ao fundo

Perto do nosso hotel esta Steak House não passou despercebida!

Depois de deixarmos as bagagens no hotel, fomos dar um passeio a pé até Albert Dock, a região mais agradável e turística da cidade, às margens do rio Mersey. Os armazéns do século XIX que ali existiam foram transformados em museus, galerias, restaurantes e lojas. Nesta área, circulam diariamente milhares de pessoas e nela vemos prédios antigos e modernos numa pacífica, bem dosada e até mesmo criativa convivência. Por exemplo, a torre do relógio do Royal Liver Building contrasta com os prédios assimétricos de vidro das proximidades. Não é para menos: a descontração é a palavra que define e orienta o Albert Dock.

Hora de conhecer a cidade

Chegada ao Albert Dock

Os prédios assimétricos contrastam com o relógio do Royal Liver Building

O restaurante e pub Pumphouse chama a atenção pela sua arquitetura


Uma das atrações legais é o passeio de ônibus anfíbio da British Waterways que desce a toda por uma rampa e 'despenca' dentro do rio, projetando água para todos os lados, com a gritaria geral dos passageiros. Por lá, encontramos mais uma roda-gigante ao estilo da London Eye e a Tate Liverpool, onde podemos apreciar principalmente a arte contemporânea inglesa. Naquela oportunidade, estava ocorrendo com uma exposição de René Magritte. Outros locais importantes da cidade são o Maritime Museum, a galeria The Walker e a Echo Arena. Mas, sem dúvida, o lugar que mais nos atrai em Liverpool é o Museu dos Beatles e foi para lá que nos encaminhamos...

Hora de navegar!

Passeando por Albert Dock

Parece que estamos no convés de um navio...

Prepare o coração: hora de visitar o Museu dos Beatles!

Fizemos uma visita ao Museu dos Beatles, um lugar de peregrinação para os fãs do quarteto, que deixou saudades. O grupo de Liverpool renovou a música e os costumes. Para eles, não importava o que o resto do mundo pensasse. Como diriam na música: ♪♪ “I’ll follow the sun...” ♪♪. Eu seguirei o sol... À medida que vamos avançando pelas galerias do museu, a história do Beatles é contada por fotos, ilustrações, objetos, cartazes e uma infinidade de recursos. Algumas salas foram montadas para a reconstituição de lugares, que tiveram importância na carreira do quarteto, como o The Cavern, onde o grupo se apresentava, e um antigo estúdio de gravação com os Beatles representados em cera (os de Madame Tussauds, em Londres, são muito superiores na técnica).


Começando o tour...

Creio que seja o empresário ao telefone

Fernanda no The Cavern

O quarteto em cera

O Túmulo de Eleanor Rigby e o portão de Strawberry Fields

No Submarino Amarelo

Há ambientes que recriam as músicas, como o túmulo de Eleanor Rigby, o portão de Strawberry Fields e o lisérgico interior do Submarino Amarelo. Ao final da exposição, um grande painel adverte que a história continua: é o momento de percorrer o labirinto onde o passado recente, o presente e o futuro se confundem. Vamos encontrar, por exemplo, a sala branca onde está o piano e a guitarra de John Lennon, com os seus retratos e desenhos na parede, o painel branco com a letra da música Imagine, escrita em letras prateadas, cujo final deixa a mensagem de seu autor para refletirmos: “I hope someday you’ll join us and the world will live as one...” Na loja de suvenires, podemos encontrar todos os CDs do grupo, além de itens para todos os gostos, bolsos e tamanhos. 


Um cenário emocionante!

Terminando a visita com os bonecos dos Beatles do desenho animado

No dia seguinte, pela manhã, seguimos viagem até o centro da Inglaterra, até os domínios de Shakespeare. Antes, demos uma paradinha no Liverpool Football Club para as últimas fotos.

O time do coração: Liverpool Football Club