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terça-feira, 20 de outubro de 2015

República Tcheca - Cesky Krumlov


A bela cidade de Cesky Krumlov

Cesky Krumlov é uma cidade tcheca situada na região da Boêmia, às margens do Rio Moldava. Foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, basicamente por ser exemplo de uma cidade medieval praticamente intacta. Cesky Krumlov teve seu início a partir do castelo do Século XIII, em torno do qual foram aparecendo construções nos estilos medieval gótico, renascentista e barroco.


Cesky Krumlov situa-se às margens do Rio Moldava

Saímos de Praga pela manhã, em direção ao sul, no curso de bonitas paisagens e belos e tranquilos povoados, quando entramos finalmente na região da Boêmia. 


Mapa da cidade

A cidade de Cesky Krumlov é realmente cativante. De início, o castelo do Século XIII se impõe à paisagem, sendo este o segundo maior do país, depois do castelo de Praga.


Vista parcial do Castelo com a torre

Vista parcial do Castelo

Com uma população de menos de 15 mil habitantes, por que se tornou tão grande? Isto é explicado, porque a construção foi sendo aumentada no decorrer dos séculos, até que ele atingiu a atual conformação. Um canyon do rio protege o castelo. Na verdade, o rio vai envolvendo a cidade em suas caprichosas curvas. Os jardins do castelo são muito bonitos e, através deles, vemos a vista da cidade com todo o seu esplendor. O ideal é subirmos na torre do castelo.


Sob os arcos do corredor do Castelo

Entramos através dos arcos deste corredor coberto de três andares do Castelo, que foi construído sobre altos pilares. Na Idade Média, havia ali uma ponte levadiça de madeira sobre um fosso, sendo substituída por sucessivas construções, até que um um edifício de tijolos foi construído.


O corredor é sustentado por pilares

A cidade é muito fotogênica, pois em cada canto, em cada ângulo descobrimos as múltiplas facetas deste tesouro intocado da Boêmia. Na Praça Central, encontramos o comércio, os restaurantes e as ruas de calçamento de pedras, estreitas e sinuosas. 


Uma rua típica da cidade

Cesky Krumlov possui muitos prédios históricos bem preservados

Notamos de imediato a técnica sgraffito, que aprendemos a reconhecer. Trata-se de uma pintura que cria a ilusão de profundidade, de dimensionalidade na pintura das fachadas das construções. Mas também vemos pinturas de rosas nas paredes das casas e dos prédios, que remetem ao tempo da poderosa família Rosenberg, que quer dizer ‘montanha de rosas’, que dominou a cidade há séculos atrás.


Um lindo prédio pintado com a técnica do sgraffito

Na Cidade Histórica há o Museu de Cera chamado Wax Museum, que é uma versão tcheca do Museu Madame Tussauds, com bonecos de cera de personalidades tchecas e internacionais, como Carlitos, Dalai Lama, Michael Jackson, entre outras.


O Wax Museum

No artesanato local encontramos peças de madeira, palha e pão de gengibre.


Lojas de artesanato local

Bonecos e brinquedos de madeira

A cervejaria da cidade, a Eggenberg, pode ser visitada com monitoramento, mas não chegamos a conhecê-la. A culinária regional baseia-se na carne de porco, batatas, salsichas, repolho, elementos culinários que nos trazem à memória a comida da Alemanha. Almoçamos no Piazza Café, na Kájovská, 67, no Centro Histórico, situado no prédio da Pension Marie, uma casa que existe desde a Idade Média, que foi remodelada, mas mantendo os elementos históricos originais do edifício. O Café, além da boa gastronomia, oferece uma variedade de bolos e produtos de confeitaria ali produzidos.


No Piazza Café

Almoço light: Kureci (frango) com salada e pão sírio. Nas refeições, o arroz é substituído por algum tipo de pão. O arroz é utilizado apenas nos risotos ou em preparações específicas para este alimento

As Matrioskas são encontradas na República Tcheca. Estas bonequinhas, na verdade, têm origem no Japão, sabiam?

Outra vista idílica de Cesky Krumlov

Fernanda visitando Cesky Krumlov


domingo, 11 de outubro de 2015

Noruega





A Noruega é um dos cinco países nórdicos localizados na Europa Setentrional, ocupando a região ocidental da Península Escandinava, cujo território inclui a ilha de Jan Mayen e o arqupélago de Svalbard. Limita-se ao leste com a Suécia e ao norte com a Finlândia e a Rússia. A Noruega adota o modelo social escandinavo, um sistema de bem-estar em que o Estado é o agente da promoção social e ente organizador da economia. Por isso, é um dos países com melhor padrão de vida do mundo. A sua história vem desde os primórdios da humanidade. Na Era Viking, em virtude do aumento da população e das lutas entre os clãs, que levaram à emigração e a expansão destes marinheiros para outros países, Haroldo I conseguiu unificar o país no Século IX, tornando-se o primeiro rei da Noruega.


De 1380 a 1905, o país foi dominado primeiramente pela Dinamarca e, depois, pela Suécia. Após, o governo da Noruega tornou-se independente, iniciando o seu processo de industrialização, buscando melhorias sociais e firmando-se economicamente. Passou pelas duas guerras mundiais, destacando-se na última por ser um dos membros fundadores da ONU e, após, passou a integrar a Otan. A população, após plebiscito, recusou-se a pertencer à União Europeia. O país é uma monarquia constitucional parlamentarista, cujo monarca é o Rei Haroldo V.


As paisagens norueguesas são belíssimas

Um dos países mais bonitos países que visitei, sem dúvida alguma, foi a Noruega. As paisagens naturais, ricas em contrastes, causam impacto e admiração ao visitante. Viajar pelo interior do país é viver em expectativa, é esperar pelo indescritível, é aprender uma nova linguagem visual. O país possui grandes cadeias de montanhas, algumas delas encerram dentro de si intermináveis túneis para que possamos atravessá-las. Vemos águas que afloram das rochas, provenientes de minas, grandes lagos, rios, entradas do oceano... Na fauna existem animais característicos da região como alces, ursos, lebres, linces e lobos. A vegetação é rica e diversificada. 


A Noruega é também o país das águas

As montanhas refletem-se nas águas resultando em efeitos incríveis como este

As paisagens de florestas, montanhas e vales são notáveis

Os cursos d'água são uma constante ao longo da estrada

As neves eternas ignoram o verão norueguês

Os noruegueses vivem em sofisticados núcleos urbanos, mas o âmago do povo habita no seu interior: nas casas de madeira, geralmente pintadas de amarelo, vermelho escuro ou branco, com janelas enfeitadas com flores da estação. Elas fazem parte do cenário idílico. A abordagem sobre os costumes, a história e a cultura escandinavos também revelam a identidade da Noruega, que se mostra autêntica e singular. 


A paisagem rural da Noruega

Localidade ao longo do Sogne Fjord

Na localidade de Voss, situa-se a Tvindefossen, uma cascata de rara beleza, com 152 metros de queda d’água.


A belíssima cascata de Tvindefossen

As corredeiras criadas pela cascata

Tendo como ponto de partida o porto de Gudvanger, a navegação pelo incrível Sogner Fjord, o Fiorde do Sonho, durou mais de duas horas.


Navegando pelo Sogner Fjord

Desfrutarmos da paisagem de neves eternas em alguns pontos, que jamais será repetida. A presença de neve nas montanhas nesta época é quase pouca, pois estávamos em pleno verão. O fiorde estende-se por 205 km, chegando a 1.300 metros de profundidade. A largura do ramo principal atinge 4,5 km e a altura das montanhas pode chegar a mais de 2 mil metros em determinados trechos. 


O barco desliza pelo Sogner Fjord

A vista é incrível! As montanhas refletem-se na água, que se torna um espelho sobrenatural. Por vezes, parece que perdemos a referência de tempo e espaço e estamos entrando numa outra dimensão. Mas o fiorde não é de todo desabitado.


Uma pequena aldeia ao longo do Sogne Fjord

A navegação pelo Fiorde é uma das atividades turísticas da região

O Fiorde do Sonho

Existem povoações espalhadas ao longo do trajeto das montanhas, como Gudvangen e Flam, este último o nosso destino final do cruzeiro. Depois, seguimos a rota rodoviária até Oslo. 


Fernanda em águas norueguesas


Noruega - Oslo


No Parque Vigeland em Oslo

A Capital de Noruega situa-se no sudoeste do país, dentro do fiorde de Oslo, no Condado de mesmo nome. Foi fundada no ano de 1048, pelo rei Haroldo III da Noruega. A cidade sofreu um grande incêndio séculos depois, mas foi reconstruída pelo Rei Cristiano IV, motivo pelo qual foi chamada de Cristiânia até os Anos 1920. 


Escultura na Praça Cristiânia, na área central de Oslo

Oslo sustenta o título de ser a cidade mais cara do mundo, e foi considerada uma das cidades com a melhor qualidade de vida do planeta. Este status advém de sua posição de destaque na economia, na cultura, na indústria, sobretudo na de navegação, e pelo fato de ser a sede do governo da Noruega.


A marina de Oslo: a maioria dos habitantes possui um barco para o lazer

O Porto de Oslo

Destacam-se como pontos turísticos de Oslo o Castelo Akershus da época medieval, transformado em castelo renascentista e a Rådhus ou Prefeitura, inaugurado em 1950, prédio em cuja construção foi utilizado tijolos aparentes, e que tem a curiosidade de ser o local onde se realiza a cerimônia do Prêmio Nobel da Paz, pois os demais prêmios são entregues na Suécia. 


O Castelo Akershus

A Prefeitura de Oslo (Fonte: Wikipedia)

Destacam-se também o Teatro Nacional da Noruega, no estilo neoclássico e o prédio da Ópera de Oslo.


Vista parcial da Ópera e Ballet de Oslo

O Palácio Real, construído entre 1824 e 1848,  possui uma beleza, digamos assim, não muito ostensiva, seguindo o tradicional estilo neoclássico. Na frente, está a estátua equestre do Rei Carlos III, que mandou construir o palácio e nele residiu no Século XIX. O palácio está inserido no Parque Slottsparken.


Ao fundo vemos o Palácio Real, situado no interior do Parque Slottsparken

Na parte remodelada do Bairro Bjorvika, antiga área industrial, vemos os prédios chamados de 'códigos de barras' ou Barcode na origem inglesa da palavra

A nossa chegada à cidade, pela via E16, foi no começo da noite, depois de muitas horas de viagem pela estrada. Tivemos um tempo para apreciar a cidade, antes de nos recolhermos ao hotel. No dia seguinte, fizemos um tour pela cidade e realizamos alguns passeios.


Visita ao Parque Vigeland

O Parque Vigeland, projetado pelo escultor norueguês Gustav Vigeland, exibe uma exposição permanente de esculturas ao ar livre. Este parque está inserido no Frognerparken, o maior parque público de Oslo. São mais de 200 esculturas feitas em bronze, granito ou ferro forjado, que encontramos ao longo dos 850 metros distribuídos ao longo do caminho, começando pelo Portão Principal, na sequência temos A Ponte com o parque infantil, depois A Fonte, com o tema do ciclo da vida eterna, o Monolito, representando os anseios humanos e espirituais e, finalmente, A Roda da Vida.


O Portão Principal

A Ponte apresenta 58 esculturas de homens, mulheres e crianças em diversas fases da vida, sozinhos ou em grupos

A escultura do garotinho é a mais popular das esculturas do parque

A Fonte

Em torno da fonte, existem 20 árvores e, sob a copa destas, a vida do homem se desenrola, desde o berço até o túmulo

Na base da fonte, figuras em relevo traduzem o ciclo de vida eterna da humanidade: depois da morte, surge uma nova vida

O Monolito, ou Obelisco, formado por esculturas humanas, pode ser interpretado como a ressurreição do Homem, acompanhado por certa tristeza, angústia e até desespero

Mas também pode ser interpretado como a esperança e o sentimento de união, resultando ao final uma sensação de salvação

A Roda da Vida simboliza a eternidade, representada por uma guirlanda de homens, mulheres e crianças, segurando um ao outro, resumindo o tema do parque: a longa caminhada feita de tristezas e esperanças culmina no desejo de eternidade

Visitamos o Museu dos Barcos Vikings, o Vikingskipshuset, onde estão expostos três barcos funerários do Século IX, ainda em ótimo estado de conservação, além de objetos retirados destes barcos recuperados do fiorde de Oslo. 


A entrada do Museu dos Barcos Vikings

Os barcos Godstad, Oseberg e Tune navegaram pelo mar por muito tempo, até que se converteram em embarcações funerárias. Há mais de 1.100 anos, os mortos eram postos em câmaras mortuárias nestas naves, sendo equipados com alimentos, bebidas, animais domésticos e objetos, de maneira que o morto pudesse ‘usufruir’ destas necessidades terrenas. Os vikings utilizavam as galés, que são embarcações longas e estreitas, impulsionadas por uma grande vela retangular e por pares de remos. Possuíam a proa em forma de cajado, para a proteção da tripulação e uma quilha baixa, que permitia um rápido desembarque nas praias.


A galé Oseberg

A galé Oseberg foi construída por volta do ano 820, e foi desenterrada em 1904. A embarcação foi usada como barco funerário de duas mulheres de posses. Dentro dela foram colocados objetos de cozinha, trenós, camas, animais como cavalos, vacas e cães, que as acompanharam até o mundo dos mortos.


A galé Godstad

A Godstad foi construída por volta de 850, sendo achada em 1903. Foi usada no enterro no ano de 900 de um homem rico e poderoso, morto numa batalha. As suas armas e joias não foram encontradas dentre os objetos que restaram, pois já haviam sido saqueadas. Os animais que lhe acompanharam depois da morte foram cavalos, cães e até mesmo dois pavões.


A galé Tune

A galé Tune foi construída em torno do ano de 900, e somente foi encontrada em 1867. É a das três a mais mal conservada. Foi utilizada no enterro de um homem importante. Foram encontrados restos de armamentos que lhe pertenciam, entre outros objetos, tendo sido acompanhado por três cavalos até a eternidade.


Uma cabeça de animal, ou carranca, utilizada nas galés vikings

Trenó que foi colocado no barco funerário à disposição do falecido

Pertences do morto, que eram colocados no barco funerário