Mensagem

Os artigos e fotos veiculados neste blog podem ser utilizados pelos interessados, desde que citada a fonte: GÖLLER, Lisete. [inclua o título da postagem], Mil e Um Horizontes (https://mileumhorizontes.blogspot.com.br/), nos termos da Lei n.º 9.610/98.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Itália - Baveno


Baveno

Baveno é uma cidade turística do Piemonte, situada às margens do Lago Maggiore. Possui uma posição privilegiada para o Golfo Borromeu. Em Baveno pegamos um barco para fazer um passeio pelo Lago Maggiore, e conhecer as Ilhas Borromeu e almoçarmos numa delas. As principais ilhas são: a Isola Bella, a Isola Madre e a Isola dei Pescatori.



A marina de Baveno


LAGO MAGGIORE – PROVÍNCIAS VARESE – NOVARA – VERBANA CUSIO OSSOLA – TICINO (SUIÇA)

É o segundo maior lago da Itália, logo atrás do Lago Garda. Sua localização abrange as regiões italianas do Piemonte e da Lombardia e o sul da Suíça. Nas encostas do lago, são cultivadas azaléias, camélias e verbenas. Estas últimas fazem lembrar que o antigo nome romano do lago era Verbanus. Junto ao lago, situam-se a cidade de Stresa e as Ilhas Borromeu ou Borroméias. O Lago Maggiore é um dos encantos da Itália.


O Lago Maggiore
 
Navegando pelo Lago Maggiore



terça-feira, 2 de abril de 2013

Itália - Gênova


No antigo Porto de Gênova

Com o maior porto do país, Gênova teve seu início como entreposto comercial da Grécia e Fenícia, chegando a se tornar um império comercial entre os séculos XVI e XVII, ofuscando a poderosa Veneza. Prosperou na época das Cruzadas, vindo a declinar posteriormente por problemas internos e as investidas dos invasores franceses e austríacos. No século XIX, recuperou a sua importância quando da unificação italiana, graças ao empenho de Giuseppe Garibaldi, herói por todos nós conhecido. Na atualidade, possui 610 mil habitantes. Em Gênova nasceu Cristóvão Colombo (1451-1506). Possui o segundo maior aquário da Europa. Gênova é uma cidade bonita e cativante, principalmente na área de seu antigo Porto. Da janela do nosso quarto de hotel, tínhamos uma ampla vista do outro Porto, moderno e comercial. O movimento de caminhões e carros começava bem cedinho pela manhã. A visão mais imponente era a do antigo farol, com 117 metros de altura, considerado o símbolo de Gênova.


No novo Porto, o antigo farol ao fundo, o símbolo de Gênova


A entrada do Aquário de Gênova

Saímos numa manhã ensolarada e de céu muito azul para uma visita panorâmica pela cidade. Depois, teríamos a manhã livre para seguir as nossas próprias preferências. Fomos visitar o grande Aquário de Gênova.


Quem resiste aos golfinhos?


Fernanda acaricia uma arraia!


O suave balé das medusas 


Os pinguins roubam a cena

Uma visita imperdível que valeu ótimas fotos. As atrações são inúmeras, mostrando golfinhos, tubarões, medusas, pinguins e muitos outros animais. Perto do aquário, podemos encontrar os mastros que parecem brotar da água, como pernas de uma aranha. Estes sustentam os galpões e o elevador panorâmico do antigo Porto que eleva o visitante a uma altura de 40 metros. Foram concebidos pelo famoso arquiteto genovês Renzo Piano.


A aranha de Renzo Piano

Encontramos também a “Bolla” do mesmo arquiteto, feita de vidro, uma espécie de estufa com exemplares dos principais tipos de flora de todo o mundo. Encontra-se aberta à visitação, mediante pagamento de ingresso.


A Bolla de Renzo Piano


No antigo Porto genovês, repleto de barcos e iates, há um galeão dos tempos de Cristóvão Colombo que, conforme reza a tradição, dizem ter nascido em Gênova, porém o seu registro de nascimento não foi realmente encontrado. À frente do enorme navio, projeta-se Netuno, o Senhor dos Sete Mares. No começo da tarde, despedimo-nos da cativante Gênova, lamentando não podermos conhecê-la melhor. Naquela ocasião, despedimo-nos também da região da Ligúria, para irmos até Milão na região contígua da Lombardia.


O galeão do Antigo Porto de Gênova

Sopram os bons ventos de Netuno em Gênova




Itália - Florença


Vista de Florença

A maior cidade da Toscana é também a Capital artística da Europa, abrigando inúmeros gênios durante o curso da sua história. O mais ilustre foi Michelangelo. Na Europa medieval, foi um importante centro cultural, comercial e financeiro, sendo dominada por um grande período pela família Médici que promoveu a realização de grandes obras e possibilitou à Florença a outorga do título de berço do Renascimento. Além das construções belíssimas, chamam a atenção os seus inúmeros jardins tipicamente italianos. A Ponte Vecchio, cruzando o Rio Arno, é o símbolo da cidade e é a primeira construção da época romana. Sua população é de 360 mil habitantes. Chegamos a Florença numa tarde de domingo. O nosso hotel ficava um pouco longe do centro, mas, pela sua localização em um local elevado, tínhamos uma vista privilegiada da cidade através do terraço que existia no mesmo andar do nosso quarto. A vista noturna era igualmente linda.


Vista parcial da Catedral de Santa Maria del Fiore

Na manhã seguinte, começamos a visita oficial à Florença na Piazza Del Duomo, em frente à Catedral de Santa Maria Del Fiore e ao Batistério. Havia muitos turistas, como naturalmente se espera. Mas é difícil fotografar a Catedral, pois há pouco espaço em torno dela e só nos resta fotografá-la por setores.


Junto à Catedral, o Batistério

Detalhe da porta do Batistério

O Palazzo Vecchio, na Piazza della Signoria

Perto dali, na Piazza della Signoria, vê-se o Palazzo Vecchio, que é a sede do governo. Na Loggia della Signoria, há algumas réplicas de esculturas famosas, como a de Perseu segurando a cabeça cortada da Medusa. Vê-se também a Fontana Del Nettuno e o campanário de Giotto. Em resumo, há muito que se ver e conhecer junto nas proximidades da Catedral. Dos lugares que visitamos, cito o museu Casa di Dante numa das ruas do centro histórico. Próximos à Galleria degli Uffizi, fomos liberados para utilizar o nosso tempo livre.


Detalhe externo da Galleria degli Uffizi

Fomos depois visitar a Ponte Vecchio, sobre o Rio Arno, um dos símbolos de Florença, com suas galerias comerciais, repletas de jóias e artigos de luxo. Há preços para todos os bolsos. As jóias italianas, em geral, têm um design elaborado e sofisticado.


A Ponte Vecchio e o Rio Arno


A Toscana é a terra do Pinóquio




Itália - Cinque Terre


UMA AVENTURA NUM TREM ITALIANO


Cinque Terre corresponde a uma parte da costa rochosa da Província de La Spezia, na região italiana da Ligúria, compondo-se de 5 vilarejos, que se encontram “pendurados” nos penhascos: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare. Cinque Terre deve ser percorrida de trem, porque viajar de carro é impraticável.


Na estação de trem de La Spezia

Na estação da cidade de La Spezia, embarcamos no trem com destino à Vernazza, através de longos túneis e belas paisagens da costa de Cinque Terre. A área se manteve isolada ao longo do tempo, mantendo por esta razão as suas raízes e tradições italianas. A região foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Fernanda aguardando a partida

Depois de 20 minutos, chegamos a Vernazza, onde almoçamos e fizemos um passeio.

Vernazza faz parte de Cinque Terre

Lá pelas duas e meia da tarde, pegamos novamente o trem para irmos até a cidade de Levanto, onde o nosso ônibus estaria à nossa espera para seguirmos até Santa Margherita Lígure e, após, até Portofino. O nosso guia providenciou os bilhetes para o grupo e ficamos à espera no túnel, para rapidamente entrarmos nos vagões e seguirmos o nosso itinerário de viagem. São muito assustadores os momentos que antecedem a chegada do trem, pois o vento formado dentro do túnel justifica aquele dito popular de que o trem “chama” para si a pessoa, para um encontro fatal sobre os trilhos. Há, inclusive, corrimões nas paredes do túnel, para que as pessoas se agarrem a eles durante a tempestuosa passagem... Era o início de uma grande aventura que estava por vir, sem que sequer o imaginássemos...

O nosso guia José Manuel repassa as instruções antes de pegarmos o trem

O nosso grupo, que a estas alturas já devia ter mais de 30 pessoas (durante a viagem, juntavam-se a nós turistas que faziam o mesmo percurso, mas em excursões diferentes), ficou distribuído em dois ou três vagões do trem. No nosso vagão, éramos 11 pessoas. Quando estávamos chegando a Levanto, depois de Monterosso, fomos avisados de que deveríamos nos preparar para descer em seguida. Levantamo-nos, para ficarmos próximos à porta de saída, mas esta permaneceu trancada, mesmo quando o trem já havia parado na estação. Isto para o desespero de todos. Nem mesmo a porta que dava para o vagão da frente pôde ser aberta, e só conseguimos abri-la depois de muito esforço. Mas o trem sabidamente fica parado por alguns minutos apenas, tranca novamente as portas que foram abertas durante a parada, e segue sua viagem. Entramos em pânico, pois nos perdemos do restante do grupo e não sabíamos onde iríamos parar. Numa terra desconhecida, coisas terríveis passam pela nossa cabeça. Cada um deu a sua opinião e prevaleceu a decisão de voltar para trás, ou seja, para Levanto, pois pensávamos que o nosso guia poderia ainda estar nos esperando.

Pare o trem que queremos descer!!!

Na próxima parada, em Bonassola, descemos todos. Disseram-nos que não precisávamos pagar passagens, pois o incidente das portas é que havia motivado o nosso desembarque. Passou-se cerca de meia hora, até que pudéssemos voltar para a estação de Levanto. Para a nossa decepção, no estacionamento não havia ônibus nenhum... Decidimos ir para Santa Margherita Lígure, que era o destino do restante do grupo. Os colegas que seguiram viagem deveriam pegar um barco para Portofino e, depois, retornariam a Santa Margherita Lígure. Embora fôssemos perder este passeio, achamos que era o mais sensato a fazer naquele momento. Tentamos entrar em contato com a sede da empresa em Madri e depois com a filial de Roma, mas sem sucesso. O sistema de telefonia na Itália é decepcionante. Depois de diversas tentativas de formas diferentes, conseguimos contato com Madri, com a ajuda de nossos colegas de viagem hispânicos, deixando para eles a tarefa de avisar o guia sobre a nossa intenção de encontrar o resto do grupo em Santa Margherita Lígure.                                    

Fim da linha e do sufoco: chegamos a Santa Margherita Ligure!

Passou-se um tempo interminável. Compramos os bilhetes e os validamos na máquina existente na estação. Só nos restava esperar pelo horário de embarque. Penso que as informações aos usuários do serviço de trem nesta região não são muito claras, sobretudo aos estrangeiros, como o uso de painéis e outros recursos autoexplicativos. Com a ajuda de nativos num quiosque de revistas e jornais e junto ao guichê de venda de bilhetes, conseguimos pegar o trem certo. Passamos por diversas estações, cujos nomes eu não cheguei a anotar. O nosso consolo foi desfrutar das paisagens que não podem ser apreciadas num trajeto normal de ônibus. Por fim, chegamos à estação de Santa Margherita Lígure e, mais tarde, apesar do movimento intenso da cidade, encontramos o nosso guia. 



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Itália - Chianciano Terme


Vista de Chianciano Terme

Chianciano Terme é a cidade das águas termais mais famosas da Itália. A qualidade de suas águas eram apreciadas pelos etruscos e romanos em sua longínqua origem. Sua localização na região da Toscana é realmente privilegiada, próxima dos vinhedos de Montepulciano e de Pienza, com suas belas construções medievais desenhadas no horizonte. Possui cerca de 7 mil habitantes e um expressivo número de turistas vem freqüentar os seus Spas sofisticados e irresistíveis. É, sem dúvida alguma, o lugar ideal para recuperar a saúde e o bem-estar.



Um lugar muito procurado pelos seus Spas

Chegamos a Chianciano Terme num final da tarde, e fomos de imediato nos instalar no nosso agradável hotel. A agradável cidade, conhecida por suas termas e pelo culto da boa saúde, estava repleta de turistas estrangeiros e italianos, principalmente os da terceira idade. Conhecemos a cidade inicialmente pelo trajeto feito por ônibus e por passeios a pé na área próxima ao hotel. Na manhã seguinte, partiríamos, mas não em definitivo, para conhecer outras cidades da Toscana e uma da região da Úmbria.


No embalo das músicas italianas

Foi oferecido pela empresa de turismo um jantar de confraternização no terraço do hotel, naquela noite de sábado, ocasião esta em que contaríamos com o animado convívio dos hóspedes italianos. Havia música ao vivo, com repertório de alegres canções italianas e internacionais. Na medida em que o sol ia se pondo e as luzes da cidade iam se acendendo, o ambiente ficava ainda mais festivo e acolhedor. O bom vinho e a boa mesa foram aos poucos integrando o nosso grupo, ainda pequeno naquela ocasião. Participaram da nossa mesa quase todos os colegas de viagem, além do nosso guia espanhol e do nosso motorista húngaro.



Itália - Castiglione del Lago



O Centro Histórico de Castiglione del Lago


É uma agradável cidade da região da Úmbria, localizada junto ao Lago Trasimeno, com praias e restaurantes à beira do lago. Nela pode-se praticar esportes e passeios de barco. O Lago Trasimeno, com uma área de 128 km ², é o quarto maior lago da Itália. Possui três ilhas: Maggiore, Minore e Polvese que pertence à Castiglione del Lago. Próximo ao lago ocorreu uma famosa batalha em que foram derrotados os romanos pelo general cartaginês Aníbal.


Vista de Castiglione e do Lago Trasimeno

Chegamos a Castiglione del Lago numa manhã de sábado, vindos de Chianciano Therme na região da Toscana. A cidade fortificada situa-se num promontório às margens do Lago Trasimeno que surpreende pelas paisagens deslumbrantes que proporciona aos visitantes. Teríamos apenas algum tempo para apreciar a cidade, com seus belos prédios medievais, antigas igrejas e o castelo, que é a sua maior atração. As lojas de produtos típicos da região estão repletas de gêneros tentadores e especiais para os gourmets, como as trufas brancas e negras, o óleo de oliva, não faltando os salami e prosciutti, além de bons vinhos para acompanhá-los.


O Lago Trasimeno

O guia informou-nos que Castiglione Del Lago foi uma ilha no passado. Ela vem de um afloramento calcário que correspondia à quarta ilha do Lago Trasimeno. Com o passar do tempo e a diminuição do nível da água, foi-se criando uma espécie de planície aluvial que acabou assumindo a atual configuração. No final da visita, pegamos a estrada em direção a Montepulciano, saindo Úmbria, para retornar à vizinha Toscana.





Itália - Capri


Chegando à Ilha de Capri

A Ilha de Capri situa-se na baía de Nápoles, no Mar Tirreno, em frente à Península Sorrentina. Pertence à região da Campania. Possui uma área de 10,36 km², tendo o Monte Solaro, com 589 metros de altitude, como ponto culminante. Com pouco mais de 7 mil habitantes, a ilha é um dos lugares mais visitados na Itália. Curiosamente, Capri não possui água potável, necessitando recebê-la do continente. O clima é ameno (com exceção do verão!) e os seus jardins subtropicais são exuberantes.  A ilha possui duas cidades ou comunas: Capri e Anacapri que no passado viviam em constante conflito. As razões são explicadas pelas suas origens étnicas e tradições diferentes e, além disto, Capri sempre teve um maior contato com o mar, estabelecendo intercâmbios comerciais e culturais com o antigo Reino de Nápoles, recebendo deste uma maior benesse econômica. Anacapri possui cerca de 6 mil habitantes.


A marina de Capri

Era pouco mais de uma hora da tarde quando saímos do porto de Sorrento e navegamos através desta parte da costa oeste italiana. O barco estava lotado e a travessia durou cerca de 40 minutos, em meio a bonitas paisagens marítimas. Quando finalmente chegamos, o calor estava muito forte. O grupo se dispersou para almoçar, passear e fazer compras. A avenida, situada diante do porto, possui inúmeros restaurantes e casas de comércio, vivendo num burburinho incessante. Capri é uma ilha muito bonita e a quantidade de barcos que nela chegam e partem atestam ser um lugar dos mais procurados pelos turistas. A praia de cascalhos, embora pareça estranha para nós brasileiros, estava bem freqüentada pelos moradores e visitantes e, com o calor estival que estava fazendo, refrescar-se na água era a coisa mais sensata a fazer naquele momento...


Que tal encarar uma praia de cascalhos?

O passeio até a famosa Gruta Azul não foi realizado por nós. Disseram-nos que nos últimos tempos andava meio complicado ir até lá, pois dependia do comportamento um tanto imprevisível das marés que enchem a caverna rapidamente e tornam o passeio perigoso. No final da tarde, embarcamos novamente no barco para chegarmos antes do anoitecer em Nápoles, onde deveríamos pernoitar.


Ciao, Ciao Capri!