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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Espanha - Sevilha


A Plaza de España em Sevilha

Voltando à região espanhola da Andaluzia, depois de viajar pelo Marrocos, chegamos à Capital Sevilha, a quarta maior cidade da Espanha. Depois do seu início com o povo ibero, passando pelos fenícios, cartagineses, romanos, visogodos e muçulmanos, chegou à condição de uma das maiores cidades da Europa. Quando os cristãos a conquistaram em 1492, conheceu tempos difíceis nesta transição, mas na era dos descobrimentos retornou à sua posição de destaque, convertendo-se no principal porto de saída para a América. 

Sevilha é uma cidade cheia de atrativos. Vamos aos pontos de interesse. A Catedral de Santa Maria da Sé é o maior edifício gótico do mundo. A construção ocorreu entre os anos de 1434 e 1507, possuindo cinco naves e duas fileiras de capelas laterais. Depois disso, sofreu algumas alterações que somente finalizaram em 1928.


A Catedral de Sevilha e a torre Giralda

A torre da catedral chamada Giralda, um minarete mourisco, e o seu claustro faziam parte de uma mesquita. Séculos depois, foi transformada em campanário renascentista, que foi concluído em 1569. No ápice da torre há uma estátua, cuja forma permite que ela gire no ar como um catavento, por isso o nome de giralda (a que gira).


A torre Giralda

O Real Alcazar de Sevilla é formado por um conjunto de palácios de diversos estilos, rodeados por uma muralha, que valem a pena serem visitados.


Visitantes junto à Porta do Leão do Alcázar de Sevilha

No bairro de Santa Cruz vivia a população judaica, com ruas estreitas, paredes brancas com detalhes em amarelo, laranja ou vermelho e muitas lendas. As varandas, com detalhes em ferro forjado e azulejos, exibem flores, resistindo bravamente aos tempos adversos, como a Calle de la Vida, por onde escaparam os judeus em 1391... Tudo termina na Plaza Del Salvador.


Varandas decoradas com plantas numa das ruas estreitas do Bairro de Santa Cruz

A Torre Del Oro tem este nome por causa do reflexo dourado que projetava nas águas do Rio Guadalquivir, tendo em vista o material empregado no acabamento de suas paredes. A torre mourisca foi construída para evitar invasões, sendo utilizada posteriormente como capela e prisão. Hoje abriga um museu marítimo.


A Torre Del Oro na margem esquerda do Rio Guadalquivir

La Plaza de Toros de la Maestranza de Caballería de Sevilha é onde se realizavam as corridas de touros de Sevilha. No estilo barroco tardio, destacam-se as duas torres da fachada. A Plaza, na verdade, tem uma forma oval e parecem as arquibancadas de um estádio de futebol.


Fachada da Plaza de Toros de Sevilha

A Plaza de España é um complexo em semicírculo, com construções ao longo da borda, os acessos nos canais são feitos por pontes, que significam os quatro antigos reinos da Espanha.


Fernanda num dos lugares mais emblemáticos de Sevilha: a Plaza de España

Os Jardins de Murillo e o Paseo de Catalina de Ribera situam-se no Bairro Santa Cruz. Lá encontramos o monumento a Cristóvão Colombo, cujo túmulo se encontra na Catedral de Sevilha.


Monumento a Cristóvão Colombo nos Jardins de Murillo

Tivemos a nossa noite sevilhana no El Patio Sevilhano: um dos mais famosos da cidade. Dançarinos ao som de guitarras e canto mostraram a arte do flamenco e a dança clássica espanhola.


Momento da Noite Sevilhana

Despedimo-nos de Sevilha, iluminada pela linda luz do por do sol!



Espanha - Tarifa


Vista do porto de Tarifa

Situa-se no ponto mais meridional da Europa. É considerada a capital do windsurf mundial, já que os constantes ventos a favorecem para este tipo de esporte. Outra atividade bacana é a observação de baleias e golfinhos de espécies residentes e migratórias que atraem muitos turistas.


Pinturas nas paredes dos prédios de Tarifa com temas que remetem aos mouros

Depois de sairmos de Granada, seguimos pela estrada na direção sul com destino à Costa do Sol, rota percorrida tendo sempre a bela visão do Mar Mediterrâneo à nossa esquerda. Passamos por Málaga, Marbella, divisamos mais ao longe Gibraltar, que pertence ao Reino Unido, até que chegamos ao porto de Tarifa, onde embarcamos num ferryboat para Tânger no Marrocos.


Ao fundo observamos a Península de Gibraltar

A travessia durou cerca de uma hora e meia. Do outro lado, o relógio ganhava uma hora a mais...


A dura tarefa de arrastar as malas até o ferryboat

No ferryboat para fazer a travessia até o Marrocos



Espanha - Toledo


Voltamos a esta magnífica cidade! Saindo de Madri, seguimos pelo circuito dos Cigarrales. São construções típicas da periferia de Toledo, rodeadas de belos jardins e com uma vista privilegiada para o Rio Tejo. Eram utilizadas como casas de descanso da burguesia e foram erigidas sobre as ruínas de cidades romanas, posteriormente utilizadas pelos muçulmanos. O nome “Cigarrales” vem das cigarras que cantam durante o verão. Um dos cigarrales mais conhecidos é o de Cervantes.


Skyline de Toledo, às margens do Rio Tejo

Na primavera a cidade é bem mais tranquila e com temperatura agradável, pois Toledo é muito quente durante o verão. Pudemos almoçar e passear pelas ruas, sem pressa e sem atropelos. Os produtos comestíveis, artesanato e joias são os mais cobiçados nesta encantadora cidade.


Manhã tranquila na Plaza de Zocodover


Iguarias à venda em Toledo

Marzipãs para todos os gostos



Espanha - Valência


Chegando à Valência

Na costa do Mediterrâneo, Valência é um dos destinos de viagem mais procurados na Espanha. É a terceira maior cidade do país, e chegou a ser a sua Capital durante a Guerra Civil Espanhola. Valência possui uma longa história iniciada no ano de 138 a. C., quando foi fundada pelos romanos, desenvolveu-se na ocupação pelos árabes em 718, e foi reconquistada pelo rei da Coroa de Aragão em 1238, período em que conheceu um grande desenvolvimento comercial e artesanal. No Século XX sobreveio a fase industrial, mas paralelamente cultivou a sua vocação para o turismo e a cultura. Valência possui também prédios modernos incríveis e arrojados.


A Catedral de Valência

Destaques para a Catedral, o Palau de la Generalitat, Mercado Central e de Colombo, no estilo modernista. A Lonja de la Seda no estilo gótico foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.


A Basílica de La Virgen

Os Jardines del Turia situados no antigo leito deste rio, possuem 9 km, atravessando a cidade na direção oeste a leste e chegando até a Cidade das Ciências e das Artes. 


Os Jardines Del Turia representam o reaproveitamento da área do rio que foi drenado, objetivando o lazer da população

Na Cidade das Artes e das Ciências, a arquitetura futurista elaborada por Santiago Calatrava é espetacular: imensos edifícios com variadas atrações revelam o diferencial de Valência.


O Oceanográfico (ao centro)

O incrível prédio do Ágora e a ponte L'Assut de L'Or

O Museu das Ciências Príncipe Felipe (esquerda) e o Museu das Artes Rainha Sofia (direita)

A gastronomia segue a linha mediterrânea, na base das frutas, verduras e peixes. O prato da hora, como não podia deixar de ser, foi e sempre será a paella valenciana, aqui acompanhada de um vinho moscatel da região. 


A Paella Valenciana é preparada com carnes de frango e coelho

A fruta valenciana é a laranja, herança trazida pelos árabes. Quanto às bebidas há a horchata de chufa, feita de água, açúcar e tubérculos da junça (planta de junco, com gosto de nozes), sangria, Água de Valência (coquetel com suco de laranja, espumante e toques de outras bebidas) que são opções básicas. As laranjeiras que vemos em Valência, assim como noutras cidades da região de mesmo nome e da Andaluzia, produzem laranjas amargas, que servem apenas para produzir geleias e doces.


As laranjeiras estão por toda a parte em Valência, como estas na Plaza de La Virgen


A famosa Água de Valência



Espanha - Vimbodí


É uma cidade da Catalunha onde se cultivam vinhedos e cereais, com pouco mais de 1000 habitantes, e cuja origem remonta ao ano de 1080. A principal atração turística é o Mosteiro de Santa Maria de Poblet, um mosteiro cisterciense, fundado em 1151. Encontra-se rodeado por muralhas bem conservadas.


A Porta de Prades do Mosteiro de Santa Maria de Poblet

O complexo monástico é formado por três grandes recintos que abrigam internamente ambientes com diversas funções, e que se comunicam através de portas de acesso como a Porta de Prades, a Porta Dourada e a Porta Real.


A Porta Dourada

A Porta Barroca

A tranquilidade secular do Mosteiro de Santa Maria de Poblet

No passado, foi usado também como panteão, isto é, como mausoléu da Casa Real de Aragão até a sua total extinção. Os séculos passaram e o mosteiro passou por muitas dificuldades e chegou a ser abandonado. A restauração começou a ser feita a partir de 1930 e, tempos depois, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.


A Fonte

A Sala Capitular

No interior da Igreja, o Altar e o Retábulo de Damián Forment 

Sepulcros reais da Coroa de Aragão, distribuídos no alto e na horizontal



Espanha - Viso Del Marqués


Vista do povoado de Viso Del Marqués

Saindo da região da Andaluzia, chegamos à região de Castilla-La Mancha, junto à Serra Morena, até este pequeno povoado. Embora seja muito antigo, o nome veio à luz no Século XII, nas crônicas das aventuras do rei Alfonso VII, como Viso Del Puerto. O nome definitivo veio no ano de 1611, quando Álvaro de Bazán Manrique de Lara, Almirante da Marinha Espanhola, foi nomeado Marquês Del Viso, rebatizando a cidade de Viso Del Marqués.


Vista parcial do Palácio do Grande Capitão

Nada mais justo ser a atração principal o Palácio do Grande Capitão, construído no final do Século XVI no estilo renascentista.


No pátio interno do Palácio

Nas paredes, vemos pinturas em afrescos no estilo maneirista, isto é, impregnado do estilo pessoal do autor que valoriza a originalidade, o dinamismo e o artificialismo, revendo os valores clássicos e naturalistas anteriores, com temas de batalhas navais e coisas do gênero.


Afrescos adornam as paredes e tetos do Palácio

O palácio também abriga o Arquivo da Marinha Espanhola.


Réplicas de uma balandra e de um bergantim 

Junto ao palácio está a Igreja de Nossa Senhora da Assunção construída no Século XV.


O interior da Igreja de Nossa Senhora da Assunção


Um belíssimo altar erigido à Nossa Senhora da Assunção

Numa de suas paredes está dependurado um crocodilo empalhado de 5 metros de comprimento trazido pelo Marquês numa de suas expedições ao Rio Nilo.


O famoso crocodilo do Marquês



Espanha - Zaragoza


Voltamos à Zaragoza! Desta vez iluminada pelos raios de sol da primavera. A cidade estava mais tranquila, e pudemos almoçar e passear sem pressa pelas ruas do centro histórico. 


Na Plaza Del Pilar, tendo ao fundo a Basílica em estilo barroco e à direita o prédio La Lonja no estilo renascentista


Escultura do globo terrestre na Plaza Del Pilar

Nesta postagem, incluo uma menção à Catedral do Salvador, apelidada de La Seo. Possui fachada neoclássica, tendo ao lado a torre do campanário com relógio, também chamada de torre de Contini. Chamam a atenção os florões em ouro no teto e as paredes com fragmentos da arte mudéjar, que restaram depois da construção da fachada barroca. La Seo possui diversos estilos: românico, gótico, mudéjar, renascentista e barroco. Mudéjar é um estilo que congrega a arte islâmica com estilos como o românico, gótico e renascentista.


Ao fundo e à direita, a Catedral do Salvador ou La Seo, tendo ao lado o campanário