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sábado, 19 de setembro de 2015

Dinamarca - Helsingor


A bela cidade portuária dinamarquesa de Helsingor

No meio da tarde, vindas de Helsinborg na Suécia, chegamos à cidade mítica de Hamlet.


Partimos no ferryboat de Helsinborg na Suécia, até Helsingor na Dinamarca

É uma cidade portuária, situada na ilha da Zelândia, geograficamente localizada, bem próxima à Suécia. No passado, eram cobradas tarifas de todos os barcos que passavam pelo Estreito de Oresund, para chegarem ao Mar Báltico.


O Castelo de Kronborg

A maior atração é o Castelo de Kronborg, onde vivia Hamlet, no drama de William Shakespeare, o que o inseriu nos roteiros turísticos da Dinamarca, sendo palco de representações da famosa peça teatral. Mas ele também faz parte da História real.


O castelo de Hamlet

De início, foi uma fortaleza militar, o Krogen, construído em 1420, pelo Rei Eric da Pomerânia, que instituiu taxas para a passagem dos navios, que entravam ou saiam do Mar Báltico. Depois de sua decadência, o Rei Frederico II o reconstruiu como um castelo do Renascimento no ano de 1585, quando recebeu o nome de Castelo de Kronborg ou Castelo da Coroa, tornando-se o maior do norte da Europa. 


Réplica na entrada do castelo, junto ao fosso

Depois de passar por diversos momentos históricos incluindo-se a conquista sueca e domínios militares, numa sucessão de construções e reconstruções intermináveis, o castelo restou na bela construção que hoje conhecemos. Famosa é a estátua de Holger, o Dinamarquês, que se encontra no castelo. Reza a lenda que ele descansa até que a Dinamarca corra perigo, quando ele se levantará para salvar a nação...


O cartaz divulga a apresentação de Hamlet no castelo

Tivemos tempo para fotografar o castelo, mas apenas do lado de fora. A cidade em si é pacata, mas cativante, com suas silenciosas ruas e pequenos prédios muito charmosos. 


Vista da praia, junto ao Castelo de Kronborg

Perto do Castelo de Kronborg, situa-se o Museu Marítimo da Dinamarca

O Museu Marítimo da Dinamarca, tendo o Castelo de Kronborg ao fundo


Dinamarca - Copenhague


A Prefeitura da Capital Copenhague

Percorremos a chamada Riviera Dinamarquesa, que se estende desde Helsingor e Copenhague, delineando o traçado da região costeira da Ilha da Zelândia. O que vemos pela costa são casas enfileiradas e barcos pesqueiros ancorados ao longo dos cais, com poucas pessoas circulando pela praia, naturalmente por causa da temperatura um tanto fria, mesmo quando estamos no verão. Algumas casas de veraneio apresentam o conhecido formato de barco invertido, outras apresentam telhados cobertos por uma espécie de palha. 


Vista parcial do Porto de Copenhague

O nome da maior cidade da Dinamarca, que conhecemos por Copenhague (no dinamarquês soa como “kenrávn”), significa “porto do mercador”. Ela se tornou a Capital do país desde o Século XV, onde vivem cerca de 1 milhão e 300 mil habitantes. Situa-se no leste da ilha da Zelândia e uma parte da ilha Amager.


A fachada do Parque Tívoli

Copenhague se destaca por ser um respeitável polo artístico e turístico. E um destes pontos mais famosos é o Parque Tívoli, fundado nos primórdios do Século XIX. Nele funcionam teatros, parques de diversões, restaurantes e lanchonetes. Muitos eventos são apresentados como shows, balés, espetáculos de vários gêneros, incluindo o de queima de fogos de artifício. Os destaques são os pagodes chineses, o Nimb com seus domos e minaretes e os pavilhões mouriscos.


Vista parcial do Palácio Christiansborg (Fonte: Wikipedia - Autor: Heje)

O Palácio de Christiansborg reúne os Três Poderes da Dinamarca numa só construção. Situa-se na ilha de Slotsholmen, bem no centro de Copenhague. O prédio foi inaugurado em 1928.


O tempo não foi dos melhores em Copenhague. A foto em plena chuva no Porto Novo, que lembra Amsterdã, confere um toque de nostalgia à Capital dinamarquesa

Nyhavn ou Porto Novo é um canal que foi construído no passado para receber os barcos mercantes. Ao longo deste canal, muitos mercadores acabaram se estabelecendo, trazendo desenvolvimento ao lugar. Tempos depois, vieram longos períodos de decadência.


No passado o canal recebia barcos de mercadores

Justamente num destes é que nasceu o famoso escritor Hans Christian Andersen e foi em Nyhavn que ele escreveu os seus primeiros contos. Hoje é um dos lugares mais conhecidos e frequentados da cidade, com restaurantes, bares e cafés. Há o memorial dos marinheiros dinamarqueses mortos durante a Segunda Guerra Mundial em formato de âncora.


A Pequena Sereia é um dos símbolos de Copenhague

A Pequena Sereia saiu de um dos contos de Hans Christian Andersen. A filha do Rei dos Mares tinha o desejo de se tornar humana e conquistar o amor de um príncipe humano. Mas não foi bem isso o que aconteceu, mas no final ela conquista a sua alma imortal. A estátua da Pequena Sereia contempla as águas canal Oresund, sentada sobre uma rocha e acabou se tornando um dos símbolos de Copenhague. Encontra-se seguindo o calçadão da Langelinie à beira-mar.


A Fonte Gefion, saída da mitologia nórdica, situa-se no Parque Langelinie

A Igreja de St. Alban junto à Fonte Gefion

A Lego é dinamarquesa e esta loja situa-se no centro de Copenhague, onde se pode comprar e brincar à vontade!

As joias de âmbar são facilmente encontradas na Dinamarca

O âmbar é chamado de ‘ouro nórdico’, sendo encontrado na costa ocidental da Jutlândia e na costa do Kattegat (estreito entre Dinamarca e Suécia). Por isso, podemos encontrá-lo integrando peças de joias, no comércio especializado, por preços convidativos. Há um museu em Copenhague, no andar de cima de uma loja na zona de Nyhavn.



Dinamarca - Gedser (Porto)


O Porto de Gedser

Saímos de Copenhague em direção ao sul, chegando a Gedser, uma pequena cidade portuária, situada junto ao Mar Báltico, na ponta sul da ilha de Falster.


Chegando ao local de embarque do ferryboat

Desta cidade, embarcamos para a Alemanha num moderno ferryboat. 


No ferryboat Kronprins Frederik

Deixando para trás o Porto de Gedser e a Dinamarca


Dinamarca - Aarhus


Aarhus é a segunda maior cidade dinamarquesa (Fonte: Wikipedia - Autor: Villy F. Isaken)

Arhus é a capital do distrito de mesmo nome, sendo a segunda maior cidade e uma das mais antigas da Dinamarca. Situa-se na costa leste da península da Jutlândia.


Chegando a Aarhus

É um importante centro comercial, possuindo indústrias como a têxtil, de cimento e de óleos comestíveis e derivados. A cidade está dividida na parte antiga, denominada Den Gamle By, com ruas medievais, onde há cerca de 60 casas com madeirame à vista e um moinho d’água, que bem representam a arquitetura antiga e o estilo de vida dos dinamarqueses no passado, sendo uma espécie de museu ao ar livre. Na parte moderna, encontramos a Radhaus, a Prefeitura, construída nos anos 1940, sendo revestida por mármore da Noruega. Os prédios desta parte da cidade exibem o que havia de mais inovador no Século XX.


Percorrendo a região sul de Aarhus

Depois de sairmos da Alemanha, visitando Hanover, Hamburgo e Flensburgo, tomamos o rumo da Dinamarca por via rodoviária, chegando ao começo da noite à cidade de Aarhus (pronuncia-se ‘órhus’). Nosso contato com esta cidade dinamarquesa foi muito breve, e nela fizemos o nosso pernoite, pois, na manhã seguinte, iríamos até Hirtshals e, deste porto, para a Noruega.


O Scandinavian Congress Center


Aarhus é um importante centro acadêmico, abrangendo áreas como Ciência e Tecnologia, Artes, Negócios e Saúde



Dinamarca


A Capital Copenhague

A Dinamarca é um dos cinco países nórdicos, que ocupam a área da Europa Setentrional. O país é formado pela península da Jutlândia e por centenas de ilhas, fazendo fronteira com o Mar Báltico, o Mar do Norte e a Alemanha. Quanto ao governo, é uma monarquia constitucional parlamentarista, cuja monarca é a Rainha, Margarida II. A Dinamarca possui elevado padrão de riqueza e de igualdade oferecidos os seus cidadãos. A educação, a saúde e assistência social funcionam plenamente e com alta qualidade.


O canal Oresund em Copenhague

A origem da Dinamarca perde-se nos tempos pré-históricos. No Século XI, ficou bem conhecida pelos dinamarqueses vikings, que invadiram a Europa, negociando ou tomando para si terras e riquezas, espalhando o terror por todo o continente. 


A estátua da Pequena Sereia em Copenhague

No Século XVII, após uma série de guerras em função de sua pretensão de manter a hegemonia acima do Báltico, assinou a chamada Paz de Copenhague, acordo este em que foram estabelecidas as fronteiras da Noruega, Suécia e Dinamarca. No Século XVIII expandiu o comércio colonial, o qual foi refreado pelas guerras napoleônicas. Depois deste período, a Dinamarca perdeu os territórios anteriormente conquistados, além de ter sido ela mesma ocupada pelo exército nazista. Após a guerra, filiou-se à ONU e assinou o Tratado do Atlântico Norte, aderindo anos mais tarde à União Europeia. 


Percorrendo o interior da Dinamarca

A Dinamarca é um país plano e com poucas elevações

A Dinamarca compreende a península da Jutlândia e mais 443 ilhas

Paisagens interessantes e tranquilas nos aguardam na Dinamarca

Paisagem rural da Dinamarca, com aerogeradores ao fundo

As belas imagens da costa dinamarquesa e do Mar do Norte são inesquecíveis



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Bélgica - Bruges





Um retorno à Bruges, mas desta vez a caminho da Holanda. Numa rápida olhada no mapa, relembro que a cidade está situada no noroeste da Bélgica, na região de Flandres, esta predominantemente de língua e cultura flamengas. Para alguns viajantes, ela é mencionada como cenário de um conto de fadas medieval.


A Stadhuis, uma das prefeituras mais antigas da Bélgica

Seguimos até o Centro Histórico, entrando na cidade através do bairro São Miguel. Passamos pela Praça do Mercado, o Grote Markt, cercado por inúmeras casas medievais, que acrescentam um colorido especial a esta Praça do Século XIII. A seguir, tomamos o rumo da Praça Burgo, até o prédio da Prefeitura, a Stadhuis, construído entre os anos de 1376 e 1420. 


A Capela Heilige-Bloedbasiliek, ao centro, com as estátuas douradas

Num prédio contíguo, encontra-se a Capela Heilige-Bloedbasiliek, que guarda um pedaço do tecido marcado pelo sangue de cristo, trazido pelo Duque de Flandres na época das cruzadas.


Passando pela Viela do Burro Cego, em direção ao antigo Mercado de Peixes

Seguindo à esquerda da Prefeitura ou Stadhuis, entrando na Blinde-Ezelatraat, que liga o Burgo ao antigo Mercado de Peixes, chegamos ao Canal Boat Ride, Huidenvettersplein, 8000, onde há um quiosque para a compra de bilhetes para os passeios de barco e de onde podemos observar alguns dos canais que recortam a cidade, tendo a vista do Rozenhoedkaai e do Rio Dijver. O preço do passeio foi 8 Euros por adulto.


Um dos locais de embarque dos passeios de barco através dos canais de Bruges

O nosso barco atravessando os canais

Vemos belas casas de arquitetura típica de Flandres ao longo dos canais

As imagens são inesquecíveis

Os cisnes que habitam o Lago do Amor

O passeio de barco através dos canais é o preferido dos visitantes. Navegar pelo Lago do Amor, o Minnewater, para observar a beleza intemporal da cidade, além de ver a beleza dos cisnes brancos e atirar moedinhas nas águas para a realização de desejos é, sem dúvida, uma bela recordação.


De volta ao pier, encontramos este vendedor exibindo enormes bolhas de sabão para a alegria das crianças

Almoçamos no restaurante Breydel De Coninc, na Breidelstraat, 24.


O restaurante segue as tradições familiares

Almoço light!

Após, partimos para as compras dignas da Bélgica: cervejas, chocolates, rendas, bordados...


Mil e uma cervejas!

Chocolates e mais chocolates!

A vitrine desta loja chamou-nos a atenção pelos gatos bordados ou pintados

O movimento dos turistas foi aumentando gradativamente, na medida em que a tarde avançava. As charretes acrescentavam ao mesmo tempo um toque de aventura e nostalgia às ruelas de pedras, por onde ecoava o som ritmado do trotar dos cavalos.


Os passeios de charrete são uma das atrações de Bruges